Estudo liga pouco sono a depressão em adolescentes

Dormir cedo protege adolescentes da depressão e de pensamentos suicidas, segundo sugere uma pesquisa divulgada neste sábado. O estudo, realizado pelo Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou adolescentes entre 12 e 18 anos e concluiu que os que vão dormir após a meia-noite tem 24% mais chances de ter depressão do que os que dormem antes das 22hs.

Entre os que dormem menos de cinco horas por noite, a chance de depressão é 71% maior do que entre os que descansam oito horas.
A pesquisa, que analisou dados de 15,5 mil adolescentes coletados na década de 90, foi publicada na revista especializada Sleep.
Um em cada 15 dos jovens analisados estava deprimido.
Pensamentos suicidas
Além do risco mais alto de depressão, aqueles que iam dormir após a meia-noite tinham 20% mais chances de pensar em suicídio do que os que dormiam antes das 22hs.
Entre os adolescentes que repousavam menos de cinco horas por noite, o risco de pensamentos suicidas era 48% maior.
A depressão e os pensamentos suicidas também foram mais frequentes em meninas, jovens mais velhos e entre os que tinham uma percepção menor de quanto seus pais se preocupavam com eles.
A maioria dos pais dos adolescentes analisados pelo estudo havia determinado que seus filhos fossem dormir antes das 22hs. Um quarto deles permitia que os filhos dormissem depois da meia-noite.
Em média, os jovens dormiam sete horas e 53 minutos por noite, menos do que as nove horas recomendadas para a faixa etária.
Exercícios regulares
O coordenador do estudo, James Gangwisch, disse que apesar da possibilidade de que adolescentes deprimidos tenham dificuldade para dormir, a ligação entre a hora determinada pelos pais e a depressão sugere que a falta de sono tem um papel no desenvolvimento da condição.
Segundo ele, a falta de sono afeta as respostas emocionais do cérebro e leva a um estado de irritação que dificulta lidar com as dificuldades do dia-a-dia.
Essa irritação pode afetar o julgamento, a concentração e o controle dos impulsos.
"A quantidade adequada de sono pode então ser uma medida preventiva contra a depressão e um tratamento para a depressão", disse.
Sarah Brennan, presidente da organização de saúde mental YoungMinds, disse que "sono suficiente, boa comida e exercícios regulares são essenciais para se manter emocionalmente saudável".
"Quase 80 mil crianças e adolescentes sofrem de depressão (na Grã-Bretanha), mas nós ainda estamos falhando em dar aos nossos jovens a ajuda e apoio para lidar com ela e preveni-la."

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/02/estudo+liga+pouco+sono+a+depressao+em+adolescentes+9261078.html

Cresce a formalização do trabalho no Brasil, diz estudo

Aos poucos a formalização avança no Brasil e reduz o universo dos trabalhadores informais que ganham a vida em casa ou nas ruas. É o que mostram dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da FGV, a parte da população na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249 (2008). Em parte isso acontece pela pressão dos formalizados sobre os informais.
"Imagine o impacto do McDonald's na Rocinha na vida do vendedor de churrasquinho. Isso acontece em diferentes tipos de negócio", analisa Neri.
Um dos empurrões para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor Individual, em vigor desde junho. A previsão era que até dezembro se chegasse a cem mil microempresários regularizados. Mas 2009 fecha com 110 mil, segundo previsão do Ministério do Desenvolvimento e do Sebrae. A adesão não foi maior porque nos primeiros meses o site para a regularização das empresas teve problemas.
Empreendedores
Outra peculiaridade de 2009 foi que pela primeira vez o número de empreendedores brasileiros por vocação superou os que procuraram ter o próprio negócio por necessidade, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil. A relação, que normalmente era de 50%, passou a ser de dois terços para aqueles com vocação contra um terço para os abrem um negócio por necessidade. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae.
"Isso tem a ver com o aumento da escolaridade e com o contexto econômico, que permite um melhor planejamento dos negócios. Além disso, os brasileiros estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento antes de montar um negócio", diz Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Essas mudanças têm refletido também no índice de mortalidade das pequenas empresas. Há dez anos, a cada cem que abriam, 40 quebravam. Hoje a relação é de 27 para cem. Tortorella acredita que as micro e pequenas empresas foram as menos afetadas pela crise no último ano. Sem tradição exportadora, não sofreram com a retração no consumo internacional.
Cheguei lá
Aldir, empreendedor nato, deixou Itapipoca, no interior do Ceará, em 1992 com destino a São Paulo na esperança de retornar à cidade natal como um homem de negócios bem sucedido. Com nove anos ele já ajudava os pais que tinham uma banca de frutas na rua. Foi aí, como um ajudante de ambulante, que Aldir tomou gostou pelo trabalho nas ruas e viu a possibilidade daquele ser seu ganha-pão.
Hoje aos 36 anos, Francisco Aldir Pereira Teixeira espera voltar a Itapipoca com a mulher Francisca Ardilene Magalhães Teixeira, a Lena, em breve para rever a família e mostrar como a vida mudou nos 17 anos em que vive em São Paulo. Há cinco meses o casal abriu uma loja de bijuterias no centro da cidade. Pequena, mas tudo muito caprichado. Os dois revezam entre as compras e o atendimento à clientela, com a ajuda de duas funcionárias - registradas, segundo Aldir. Além disso, o ex-ambulante tem uma funcionária num pequeno box de bijuterias, também no centro, e dois funcionários que trabalham em sociedade nas ruas da cidade.
O começo, é claro, foi difícil. Quando chegou a São Paulo, Aldir trabalhou como garçom por seis meses. Ficou mais um período na cidade e teve mais algumas idas e vindas entre São Paulo e Itapipoca. Até que decidiu que precisaria insistir. No começo dividiu um pequeno quarto com outros quatro cearenses. Decidiu que seria ambulante e vendeu de tudo um pouco: bolsas, doces, cachorro-quente, óculos, cachecol e guarda-chuva. Ele nem se lembra de quantas vezes precisou fugir da fiscalização. "Tive muita sorte de conseguir escapar tantas vezes. Esse é o maior risco para os camelôs, perder a mercadoria para o rapa e ver todo o dinheiro investido ir embora", conta.
Apesar das fugas da fiscalização, dos dias debaixo de chuva, do sol forte e de sofrer com o frio paulistano, Aldir persistiu. Quando chovia vendia guarda-chuva. No frio oferecia meia e cachecol. Assim conseguiu juntar dinheiro para alugar o box para vender bijuterias. Os negócios progrediram e ele montou a segunda loja. Hoje Aldir já fala em ter um terceiro ponto.
Falta de preparo
Mas nem todo mundo chega às mesmas conquistas de Aldir. Rosimeire Rodrigues, ex-moradora de rua, é camelô na rua São Bento, no centro de São Paulo, há dois anos. Vende chocolate e água. Quando surge algum produto da moda, como as pulseirinhas coloridas de borracha que viraram febre entre as adolescentes, ela procura diversificar. Com o aumento da fiscalização da Prefeitura e da Polícia Militar, ela já se acostumou com a rotina de fechar a caixa de chocolates, pegar o cavalete e se embrenhar no meio dos pedestres. É só ouvir "olha o rapa, olha o rapa" e ela desaparece.
Ela não tem idéia do que é capital de giro ou outros termos do mundo dos negócios. Sabe que precisa pagar o chocolate comprado em um atacado à vista, com dinheiro. Gasta por volta de R$ 27 na caixa grande, com 21 unidades. Vende um chocolate por R$ 2 e três por R$ 5. Rosemeire calcula que ganha por volta de R$ 100 por dia. Por enquanto, segundo ela, não sobrou dinheiro para luxos. Ela e o marido, que ajuda nos negócios, moram de aluguel.
Pela experiência de Alexandre Tadeu da Costa, Rosimeire teria de mudar o jeito de administrar os negócios se quisesse progredir como microempresária. Precisaria reinvestir os ganhos no negócio para crescer e com o tempo se formalizar. Foi o que o dono da Cacau Show fez.
Porta em porta
Costa virou empresário aos 17 anos. Inconformado por ter de trabalhar na família que se dividia entre vários negócios porta a porta, e ser tratado como "café-com-leite" por ser o caçula da família, ele decidiu partir para o próprio negócio. Pegou um catálogo de chocolates que a mãe guardava em casa e saiu pela vizinhança pegando encomendas para a Páscoa. Só esqueceu de checar na empresa se havia ovos de chocolate de todos os tamanhos.
Com a encomenda pela metade, teve a idéia de pegar US$ 500 emprestados com um tio e correu para um atacado que vendia chocolates. Conheceu Dona Cleuza, que se sensibilizou com o sufoco do jovem e se propôs a ajudá-lo a dar conta da encomenda. Os dois passaram mais de 24 horas na cozinha até conseguir atender a todos os pedidos. Assim surgiu a Cacau Show, a maior rede do ramo no Brasil, com 750 lojas e previsão de faturamento de RS$ 270 milhões em 2009 - 70% a mais do que em 2008.
"Sempre brinco que a minha faculdade foi a 25 de março. Tem gente com problema que se abate. Outros procuram uma saída. É assim que pode surgir um empreendedor. No sufoco, sem trabalho, ele compra a caixa de doce por R$ 10 e vende por R$ 20. O segredo é sempre reinvestir o ganho e pensar onde se quer chegar."
Costa lembra que começar um negócio no Brasil não é fácil. Primeiro pela falta de capital para os informais. Além disso, a dificuldade em regularização da empresa. "Logo no início ouvi do Pedro Passos, da Natura, que seu eu quisesse ser grande, teria de ser formal. Foi o que fiz um ano depois de começar minha empresa." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/04/cresce+a+formalizacao+do+trabalho+no+brasil+diz+estudo+9262043.html

Recuperação na camada de ozônio pode aumentar aquecimento global

A recuperação do buraco da camada de ozônio é considerada uma grande vitória para os ambientalistas. Mas um novo estudo científico afirma que existe pode existir um lado negativo: seu reparo pode contribuir para o aquecimento global.

Acontece que o buraco causava a formação de nuvens úmidas e claras que protegiam a região antártica do aquecimento causado pelos gases de efeito estufa nas últimas duas décadas, pesquisadores afirmaram na última edição da revista Geophysical Research Letters.

“A recuperação do buraco vai reverter esse fenômeno,” diz Ken Carslaw, professor de ciência atmosférica na Universidade de Leeds e coautor do estudo. “Em resumo, ela vai acelerar o aquecimento em determinadas partes do hemisfério sul.”

O buraco na camada de ozônio, descoberto na Antártida em meados da década de 80, causou preocupação porque a camada desempenha um papel crucial na proteger os seres vivos do planeta contra a radiação ultravioleta.

Sua causa foi, em grande parte, pelo uso humano de clorofluorcarbonetos, compostos químicos usados em refrigeradores e latas aerossol que dissipam ozônio. A adoção de um protocolo internacional em 1987 fez com que muitos países abandonassem gradualmente essas substâncias, o que ajudou a camada a se reconstituir em cima da Antártida.

Para essa pesquisa, os autores do novo estudo se debruçaram sobre dados meteorológicos documentados entre 1980 e 2000, incluindo as velocidades mundiais de ventos,  registradas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

Os dados mostram que o buraco gerava ventos de alta velocidade que faziam com que sal marinho entrasse na atmosfera, formando nuvens mais úmidas. Essas nuvens refletem mais luz solar, o que ajudava a evitar o aquecimento na atmosfera antártica, dizem os cientistas. A dispersão de água do mar, causada por estes ventos, resultava num aumento nas gotículas de nuvens de cerca de 46% em algumas regiões do hemisfério sul, disse o Dr. Carslaw.

Mas Judith Perlwitz, professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) diz questionar os resultados do estudo, embora os dados empregados pareçam sólidos.
Mesmo com a recuperação da camada de ozônio, espera-se que as emissões de gases de efeito estufa aumentem, ela disse. Assim, a professora prevê que o aumento na temperatura deva causar os ventos a aumentar sua velocidade e ter o mesmo efeito formador de nuvens que o buraco hoje tem. “A questão é ver se o vento está mais lento, o que eu duvido,” disse.

“O futuro não é determinado apenas pela recuperação da camada de ozônio,” afirma. “Nós também estamos aumentando nosso uso de gases de efeito estufa, o que aumenta a velocidade do vento ao longo do ano.” 
A professora também ressaltou que o buraco na camada de ozônio não deve se recuperar completamente antes de 2060, segundo o relatório mais recente da Organização Metereológica Mundial.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/01/26/recuperacao+na+camada+de+ozonio+pode+aumentar+aquecimento+global+9377025.html

Ser humano pode nascer com necessidade de ajudar

Qual é a essência da natureza humana? Cheia de falhas, dizem muitos teólogos. Ruim e viciada em guerras, escreveu Hobbes. Egoísta e em necessidade de grandes melhorias, pensam muitos pais.

Mas os biólogos estão começando a formar uma visão mais positiva sobre a humanidade. As conclusões derivam em parte de testes realizados em crianças pequenas, parcialmente comparados com testes realizados em chimpanzés, esperando que as diferenças mostrem o que é distintamente humano.

A resposta um pouco surpreendente à qual alguns biólogos chegaram é que os bebês naturalmente ajudam uns aos outros. Claro que todo animal precisa ser até certo ponto egoísta para sobreviver. Mas os biólogos também veem nos humanos uma vontade natural de ajudar.

Quando crianças de 18 meses veem um adulto que não é seu parente com as mãos cheias e que precisa de ajuda para abrir uma porta ou pegar um lenço que caiu no chão, elas imediatamente ajudarão, escreveu Michael Tomasello, psicólogo de desenvolvimento, no livro "Why We Cooperate" (Por que Nós Cooperamos, em tradução livre).

Tomasello é o co-diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha.

O comportamento parece ser inato porque aparece muito cedo e antes de muitos pais começarem a ensinar às crianças o comportamento cortês.

Tomasello descobriu que a ajuda não aumenta com estímulos, sugestionamento ou treinamento influenciado. Ela parece acontecer em todas as culturas com regras de ensino diferentes. Por estes motivos, Tomasello conclui que ajudar é uma inclinação natural, não algo imposto pelos pais ou pela cultura.

Crianças ajudam com informação, bem como de maneira prática. Da idade de 12 meses elas apontarão objetos que um adulto finge ter perdido. Chimpanzés, ao contrário, nunca apontam as coisas para ajudar o outro.

As raízes da cooperação humana podem estar na sua agressividade. Nós somos egoístas por natureza, contudo também seguimos regras que exigem que sejamos agradáveis uns com os outros.

"Por isso nós temos dilemas morais", disse Tomasello, "porque nós somos ao mesmo tempo egoístas e altruísticos".

Para pais que podem pensar que seus filhos de alguma maneira pularam a fase cooperativa, Tomasello aconselha que as crianças são geralmente mais cooperativas fora de casa, por isso os pais podem se surpreender quando ouvem um professor ou técnico dizer que seu filho é uma boa criança.

"Nas famílias, o elemento competitivo predomina", ele disse.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/12/01/ser+humano+pode+nascer+com+necessidade+de+ajudar+9188109.html

O que pensam (e querem) os melhores

Por Época NEGÓCIOS

Falando sobre a InBev em uma palestra na Universidade de Stanford, Carlos Brito, atual CEO da AB InBev, disse que, das 85 mil pessoas que trabalhavam na empresa, entre 200 e 250 realmente faziam a diferença. “Essas”, disse o executivo, “gerenciamos de uma forma diferente.” Admita ou não, a maioria das empresas sabe que, em geral, um percentual pequeno de funcionários é responsável por ela bater a concorrência – são os seus talentos.

Mas conquistar e, principalmente, manter gente talentosa – aqueles capazes de criar um valor desproporcionalmente maior em relação aos recursos disponíveis – não é fácil. Esse desafio de gestão tem sido, nos últimos anos, o foco de estudo de dois professores da London Business School, Gareth Jones e Rob Goffee. Eles prometem para o segundo semestre um livro sobre o tema intitulado Clever – Leading Your Smartest, Most Creative People (“Brilhante – guiando o seu pessoal mais inteligente e criativo”, numa tradução livre) e, em artigos recentes, ofereceram um aperitivo do que estão preparando.

Jones e Goffee afirmam que o perfil de pessoas brilhantes com frequência é incômodo para seus chefes. Muitas são orgulhosas e não gostam de feedback. Boa parte despreza hierarquias, e há sempre o risco de que se entedie e deixe a empresa, caso não se sinta desafiada. A maioria não consegue reconhecer a liderança e acha que não precisa ser guiada. O sucesso do gestor, na opinião delas, é passar despercebido. É claro que, inicialmente, o mais importante é reconhecer os talentos. Sempre se pode estar diante apenas de um funcionário difícil. Mas, uma vez identificados os mais talentosos, os professores sugerem algumas práticas para mantê-los felizes:

Seja o guarda-chuva_A burocracia da empresa é uma chateação para eles. Quando seus projetos arrojados entram em atrito com membros ortodoxos da diretoria, proteja os brilhantes.

Simplifique as regras_Não crie regrinhas corporativas desnecessárias. Faça de tudo para que eles concordem previamente sobre um conjunto enxuto de regras.

Vá além da hierarquia_Não tente motivá-los apenas por meio de títulos e promoções formais. Eles ligam mais para o status e o reconhecimento direto, por meio do tratamento cotidiano.

Reconheça a diferença_Deixe claro que eles estão acima da curva. Contudo, ressalte que, apesar de não serem dependentes da organização, há interdependência.

Dê espaço para o fracasso_Nem todas as inovações dão certo. Aliás, muitas dão errado. Não os crucifique. Na indústria farmacêutica, por exemplo, para cada novo produto, dúzias fracassam.

Abra canais_A falta de acesso ao topo, na visão deles, revela descaso da empresa com seu trabalho. E a sua positiva obsessão por produzir pode se tornar indiferença rapidamente.

Dê direção_As pessoas acima da média são bem focadas – por vezes, no próprio umbigo – e, em geral, não gostam de ser guiadas. O desafio é criar um alinhamento razoável entre os interesses delas e os da empresa. Um alinhamento perfeito é impossível.

Escute o silêncio_ Detectar o clima e o moral de uma equipe povoada de talentos é desafiador. O ambiente pode sugerir um tipo de clima, mas na verdade ser outro. Para controlar o risco, busque um aliado, alguém que esteja disposto a se comunicar diretamente com você.

Empresas dependem dos mais talentosos para vencer e se manter no topo. Lidar com eles não é fácil

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI80726-16366,00-O+QUE+PENSAM+E+QUEREM+OS+MELHORES.html

Olhar para a competição atrapalha

Por Época NEGÓCIOS

Empresas podem vencer sem se envolver em uma guerra destrutiva com a concorrência

Existem muitos roteiros para a elaboração de um planejamento estratégico. Mas o que geralmente faz parte do processo é a comparação da empresa com a concorrência e a busca de posicioná-la no mercado – de preferência, batendo a competição. Para fazer isso, obviamente, é necessário conhecer bem os adversários e analisá-los em profundidade. Tudo normal, certo? Não na opinião do professor Arnoldo C. Hax, da escola de negócios MIT Sloan. Para ele, olhar intensamente para a concorrência não é a única forma de se elaborar uma estratégia e, provavelmente, nem é a melhor.

Hax expôs seu modelo teórico no livro The Delta Project, de 2001. Agora ele prepara um segundo volume, com previsão de lançamento para o segundo semestre, e tem reelaborado suas ideias em artigos e entrevistas recentes.

Segundo o professor, por trás da ideia de analisar a concorrência está a busca da superioridade competitiva. E, tradicionalmente, diz-se que essa superioridade só pode ser conquistada de duas formas: pelo menor preço ou por uma qualidade única do produto. Ele acredita que essa visão tem pelo menos dois problemas sérios. O primeiro é que ela incentiva uma mentalidade belicosa, inapropriada para as empresas. O outro é colocar o competidor no centro da visão estratégica da companhia.

Ao colocar o rival no centro, “há a tendência de fixar nosso olhar nele e imitá-lo”, diz o autor. A imitação gera mesmice e, no fundo, tende a impedir os grandes resultados. E esse nem é o maior perigo.

A incapacidade de diferenciar os produtos e serviços de uma empresa é o que em geral a leva a entrar em uma batalha de preços,um caminho destrutivo

Mas, se tirarmos o competidor do centro, quem entra no lugar? A resposta: o consumidor e, por extensão, a própria empresa. Ele argumenta que quando deixa de imitar a concorrência, o esforço do empreendimento passa a ser se separar do bando. É uma forma de mostrar envolvimento com o cliente, e isso conquista naturalmente a sua simpatia.

Ele afirma ainda que as novas tecnologias, principalmente as redes sociais, ajudam bastante nesse processo, porque permitem compreender os clientes em um nível impossível até a criação da rede mundial de computadores.

De acordo com Hax, o modelo delta pressupõe que a empresa nunca está sozinha: “Você precisa trabalhar com o que chamamos de empresa estendida”. Além dos clientes, isso inclui os “complementadores”. Ou seja, as empresas que se especializam em lançar produtos e serviços que melhoram os seus produtos e serviços. A conclusão é que, ao trabalhar com clientes e complementadores, a companhia pode escapar da batalha pelo preço baixo ou pela qualidade única dos produtos.

Ele aponta a Microsoft como exemplo. “Bill Gates não se tornou bilionário por causa do relacionamento com o consumidor”, diz. O Windows nunca foi o melhor sistema operacional. O segredo foi ter o que ele chama de um sistema de “complementadores”:

“Esqueça a imitação e a concorrência. Abrace os clientes e trabalhe com os parceiros. E, não esqueça, a internet apenas tornou tudo isso muito mais fácil”.

The Delta Project Neste livro, de 2001, o professor do MIT Arnoldo Hax sugere um novo modelo para se desenharem estratégias baseado nas ideias de se “ligar” e “prender“ os clientes, usando para isso a força de empresas complementares

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI80732-16366,00-OLHAR+PARA+A+COMPETICAO+ATRAPALHA.html

Culpa por associação mostra ineficiência de cães farejadores

NYT

HOUSTON - O olfato de um cão farejador ajudou a colocar Curvis Bickham na prisão por oito meses. Agora que o caso contra ele foi derrubado, Bickham quer que o mundo saiba que esta técnica de investigação não funciona.

Ronald Curtis na casa de parentes em Houston

A polícia acusou Bickham de triplo homicídio porque um cão farejador o apontou em meio a um grupo de suspeitos.

Os cães são expostos ao cheiro de objetos encontrados na cena de um crime e então levados a uma série de recipientes com amostras pinceladas de suspeitos e de outras pessoas não envolvidas no crime.

Se o cão encontrar um recipiente com um cheiro parecido com o da cena do crime, ele avisa - endurecendo o corpo, latindo ou dando algum outro sinal de alerta.

O olfato dos cães há muito é usado para localizar pessoas e a polícia confia neste sentido dos animais para detectar drogas e explosivos, e para encontrar os corpos de vítimas de crimes e acidentes.

Porém, a análise do cheiro em recipientes é diferente. Os críticos dizem que a probabilidade de contaminação do odor é grande demais e que os procedimentos são raramente controlados.

Os métodos do treinador de cães farejadores no caso de Bickham e outros, estão sob ataque.

O treinador, Keith Pikett, vice-xerife do Condado de Fort Bend, Texas, é "um charlatão", de acordo com Rex Easley, advogado da cidade Victoria, que representa um homem falsamente acusado pela polícia de ter assassinado seu vizinho.

NYT

Bickham acusado de triplo homicídio, em Houston

Pikett, segundo o advogado, "inventou um truque duvidoso com os cães para justificar as 'desconfianças' das agências policiais locais" na hora de emitir mandados de busca e apreensão.

Pikett trabalha como consultor para as agências penais do Texas, usando cães de briga treinados por ele mesmo em sua casa para vasculhar cenas de crime.

Em vários dos casos baseados em evidências fornecidas pelos cães farejadores de Pikett, a análise de cheiro em recipientes parece ser a evidência primária contra os acusados, mesmo quando havia evidência contraditória.

Bickham passou oito meses na prisão depois de ser identificado neste tipo de análise e até que outro homem confessasse os crimes.

Em uma entrevista, Bickham ridicularizou a acusação de que participou dos três assassinatos, notando que tem problemas nos ossos e diabetes, além de ser parcialmente cego.

Ronald Curtis, outro homem detido por causa dos cachorros de Pikett, foi libertado da prisão nove meses depois de ser acusado por uma série de roubos. Vídeos de uma das lojas roubadas mostraram que o assaltante não se parecia com ele. 

Curtis e Bickham estão movendo processos civis por causa da forma como suas prisões foram estabelecidas.

Uma fila pode ser até prazerosa?

A ojeriza às filas é universal. Não importa se no banco, no aeroporto ou mesmo em dia de folga, num parque de diversão com os filhos. Furar filas, aliás, é um dos maus hábitos nacionais. O que pouca gente se dá conta é que o pior da fila não é o tempo que se gasta nela, mas as sensações que ela provoca. É o que afirma o designer e cientista da cognição Donald A. Norman, estudioso da psicologia da espera. Para ele, a aplicação de princípios da psicologia humana na gestão de filas pode melhorar sensivelmente a experiência: “Em lugares onde a espera é necessária, esses princípios não apenas a tornam mais prazerosa como podem fazê-la imperceptível”, afirma Norman.

As filas vêm sendo estudadas desde pelo menos o início do século 20, mas o enfoque foi, em geral, quantitativo. O objetivo era atender o maior número de clientes pelo menor custo e tempo possíveis – basicamente, fazer a fila andar. Desses estudos surgiram importantes inovações, como a de separar as áreas de pedidos e de entregas nas redes de fast-food. Porém, o ângulo emocional foi negligenciado.

Norman está escrevendo um livro a respeito (o título deverá ser Sociable Design, algo como “Desenho sociável”) e criou uma lista simples de aspectos que não podem ser ignorados por quem quer tornar as filas mais agradáveis. Para ele, tudo começa com a emoção. “Essa é a questão mais importante. As emoções não apenas dão cor à experiência como também determinam como ela será lembrada.” Todas as regras criadas por ele, aliás, têm como intuito influenciar as pessoas emocionalmente.

Algumas regras de Norman têm a ver com o que ele chama de “modelos conceituais”. Para começar, as pessoas devem saber por que e o que estão esperando e ter uma noção de quanto devem esperar. Também devem aceitar, tanto quanto possível, que a espera é apropriada. Informar às pessoas quais filas são exatamente para o que e divulgar os minutos de espera, por exemplo, ajudam a evitar frustrações.

Na hora de criar expectativas, no entanto, uma coisa fundamental é que elas sejam, pelo menos, cumpridas. Um truque que os parques da Disney usam, de acordo com o designer, é exagerar nas possibilidades de espera. Quando prometem 20 minutos, em geral a espera real é de dez minutos. Isso faz com que as pessoas achem que a fila foi curta.

Outros cuidados estão relacionados à experiência em si. Manter as pessoas ocupadas faz com que elas não percebam a passagem do tempo. Assim, gerar entretenimento tem sido a opção mais comum. Ter uma só linha se movendo rapidamente dá uma sensação de velocidade maior do que várias filas menores que levam exatamente o mesmo tempo. Perceber que as pessoas estão enfrentando a mesma situação faz com que todas vejam a situação como justa. São regras simples, mas as empresas que conseguem aplicá-las já dão o primeiro passo com o pé direito. (A.O.)

Por Edson porto

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI91396-16366,00-UMA+FILA+PODE+SER+ATE+PRAZEROSA.html

Urina e cinzas podem substituir fertilizantes

Estudo feito na Universidade de Kuopio, na Finlândia mostra que a mistura de urina humana com cinzas de madeira é quatro vezes mais eficiente

Cientistas anunciaram uma descoberta simples e sustentável que pode dar fim ao uso de fertilizantes em plantações e ainda aumentar a colheita. A fórmula? Misturar urina humana a cinzas de madeira e espalhar a espécie de adubo eco-friendly no solo. A combinação ecologicamente correta é tão eficiente quanto os caros fertilizantes minerais, pelo menos para algumas culturas de vegetais, e provoca menos danos ao meio ambiente.
De acordo com o biólogo ambiental Surendra Pradhan, que participou das pesquisas realizadas na Universidade de Kuopio, na Finlândia, a curiosa mistura de cinzas de madeira e urina é rica em nutrientes, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e nitrogênio.
Os pesquisadores envolvidos no estudo fizeram experimentos – controlados em laboratório – para testar a descoberta. Ao cultivar separadamente tomates adubados com parte com fertilizantes minerais, parte com urina e cinzas e uma terceira amostra somente com urina, foi comprovado que o rendimento das plantas que receberam urina humana e cinzas de madeira quadruplicou. Além, claro, de ficar comprovado que esses tomates eram seguros para consumo humano.

Outro experimento mostrou que a urina humana poderá substituir os fertilizantes sintéticos usados no cultivo de pepinos, milho, repolho e trigo em pouco tempo.
Os finlandeses lembraram que cientificamente já havia sido constatada a eficácia da urina humana como adubo, porém eles ressaltaram que são os primeiros a combiná-la com cinzas de madeira, o que potencializou o poder de ação do fertilizante sustentável e deixou o solo menos ácido. Um programa piloto baseado na pesquisa será lançado no Nepal, em novembro.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI94626-16381,00-URINA+E+CINZAS+PODEM+SUBSTITUIR+FERTILIZANTES.html

Brasil deveria ter cinco vezes mais cientistas, diz ministro

O Brasil tem 150 mil cientistas, mas, pela proporção da população, o número ideal seria 700 mil. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (19) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no primeiro dia do evento anual realizado pelo ministério que tem o objetivo de despertar a curiosidade dos jovens para a ciência, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A informação é da Agência Brasil.
O evento é realizado simultaneamente em 350 municípios e vai até domingo. "Temos um grande trabalho para fazer, que é formar pesquisadores, mas, para isso, temos que atrair os jovens e isso depende da ciência brasileira ser mais conhecida e o jovem estar participando de exposições e demonstrações de ciências para ele se interessar", afirmou.
"Há vários professores e voluntários participando dessa semana em todo o Brasil e eles fazem demonstrações simples que despertam o interesse do jovem, o que faz com que ele perceba que também pode fazer aquilo", disse.
Segundo o ministro, o Brasil já avançou em algumas áreas como agropecuária, exploração de petróleo e aeronáutica, mas precisa investir em áreas que chamou de áreas do futuro, caso da nenotecnologia, biotecnologia, fontes renováveis de energia e novas energias para transporte.
Na abertura da Semana Nacional de C & T, foi entregue o Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. Os Correios lançaram selo e carimbo comemorativos ao even

País deveria ter 700 mil pesquisadores, mas conta com apenas 150 mil.
Sergio Rezende afirma que é preciso atrair jovens para a ciência.

Novo fóssil africano substitui Lucy como esqueleto mais antigo

Lucy, conheça Ardi. Ardi, a versão mais curta de Ardipithecus ramidus, é o mais novo esqueleto fóssil descoberto na África que entrará para a galeria da origem do raça humana.

Com 4,4 milhões de anos, este hominídeo viveu muito antes e era mais primitivo que a famosa Lucy de 3,2 milhões de anos, da espécie Australopithecus afarensis.

Desde a descoberta de fragmentos do hominídeo mais velho em 1992, uma equipe internacional de cientistas tem procurado mais espécimes e na quinta-feira apresentou um esqueleto bastante completo e sua primeira análise.


Representação de "Ardi" e os fragmentos de fóssil encontrados / NYT

Substituindo Lucy como o primeiro esqueleto conhecido da raça humana na árvore genealógica da família primata, segundo os cientistas, Ardi abre uma janela para "os primeiros passos evolutivos que nossos antepassados deram depois que nós divergimos de nosso antepassado comum com os chimpanzés".

O hominídeo mais velho já era tão diferente dos chimpanzés que sugeria que "nenhum macaco moderno pode ser usado para caracterizar a evolução dos primeiros hominídeos", eles escreveram.

O espécime Ardipithecus, uma fêmea adulta, tinha cerca de cerca de 1m20 de altura e pesava 55 quilos, quase 30 cm mais alto e duas vezes mais pesado que Lucy. Seu cérebro não era maior do que o de um chimpanzé moderno.

O hominídeo mantinha a agilidade para subir em árvores mas já caminhava sobre duas pernas na vertical, uma inovação transformadora para os hominídeos, entretanto não tão eficazmente quanto a família de Lucy.

Os pés de Ardi ainda teriam que desenvolver a estrutura em arco que veio depois com Lucy e consequentemente para os humanos.

As mãos eram mais parecidas com a de macacos extintos. E os braços muito longos e pernas curtas também se assemelham às proporções de macacos extintos.

Tim D. White da Universidade da Califórnia, Berkeley, líder da equipe, disse em uma entrevista esta semana que o gênero Ardipithecus parece solucionar muitas incertezas a respeito "da fase inicial de adaptação evolutiva" depois que a linhagem  dos hominídeos se dividiu da dos chimpanzés.

Nenhum rastro fóssil do último antepassado comum, que viveu em algum momento há 6 milhões de anos de acordo com estudos genéticos, foi descoberto até agora.

As outras duas fases significativas aconteceram com o surgimento do Australopithecu, que viveu aproximadamente entre 4 milhões e 1 milhão de anos atrás, e então o aparecimento do Homo, nosso próprio gênero, a menos de 2 milhões de anos.

A relação ancestral entre o Ardipithecus e o Australopithecus não foi determinada, mas a família australopithecine de Lucy é geralmente reconhecida como o grupo ancestral do qual o Homo evoluiu.

Cientistas não envolvidos na nova pesquisa aclamaram sua importância, colocando o esqueleto de Ardi em um pedestal ao lado de figuras notáveis na evolução dos hominídeos como Lucy e o Menino de Turkana de 1,6 milhão de anos, um espécime quase completo de Homo erectus com anatomia notavelmente semelhante ao Homo sapiens moderno.

- Anne Lawrence Guyon

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/10/02/novo+fossil+africano+substitui+lucy+como+esqueleto+mais+antigo+8723011.html

Países podem perder 19% do PIB em adaptação ao aquecimento, diz estudo

As mudanças climáticas podem abocanhar até 19% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países afetados por calamidades meteorológicas no ano de 2030, de acordo com um estudo patrocinado pelas Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira.
O relatório Modelando um Desenvolvimento Resistente ao Clima do Grupo de Trabalho para a Economia de Adaptação ao Clima, que reúne diversas instituições e tem financiamento da ONU, afirma que entre 40% e 68% das perdas econômicas previstas podem ser evitadas aplicando-se imediatamente medidas de adaptação já existentes.
O documento apresenta ainda uma metodologia para calcular o custo da adaptação em qualquer país, que foi aplicada aos casos da China, Estados Unidos, Guiana, Mali, Grã-Bretanha, Samoa, Índia, e Tanzânia.
Clique Leia mais na BBC Brasil:Clique Chuvas e enchentes trazem alerta de mudança climática
"Os países precisam planejar a sua adaptação com muito mais rigor, objetividade e urgência do que foi feito até aqui", afirma o economista britânico Nicholas Stern no prefácio do estudo.
"Devemos às populações mais vulneráveis do planeta reunir o melhor apoio possível para reforçar a sua capacidade de adaptação."
Entre as soluções "boas, bonitas e baratas" para adaptação às mudanças climáticas propostas no documento de 147 páginas estão melhorias no sistema de drenagem e escoamento de águas, a construção de barreiras para o mar e regulamentações mais rígidas para construções.
Entre os países estudados pelo grupo de trabalho, o mais afetado pelo aquecimento global seria a Guiana, que perderia 19% do seu PIB anual em 2030 para enfrentar as graves consequências de enchentes.

Mau tempo à vista

Já o Estado americano da Flórida, vulnerável a furacões e tempestades, perderia 10% do seu PIB por causa do mau tempo em 2030.
De acordo com o relatório, o aumento na atividade de furacões e tempestades deverá aumentar as despesas com este tipo de problemas em cerca de US$ 33 bilhões por ano em 2030.
O grupo de trabalho que produziu o documento é composto pela ONU, pela seguradora Swiss Re, pela consultoria McKinsey & Company, pela rede ambiental ClimateWorks, pela Comissão Europeia, pela Fundação Rockefeller, e pelo banco Standard Chartered.
O estudo foi divulgado menos de três meses antes da conferência da ONU sobre o clima, que acontece em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. A conferência deve discutir um substituto para o Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de redução dos gases causadores do efeito estufa e é válido até 2012.
O financiamento da adaptação às mudanças climáticas nos países mais pobres do mundo também deve ser um dos principais temas do encontro.
Há algumas semanas, outro estudo afirmou que os custos de adaptar o planeta às mudanças climáticas provavelmente serão duas a três vezes mais altos que os previstos pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) em 2007.
Clique Leia também: Clique Adaptação às mudanças climáticas vai custar até 3 vezes mais, diz relatório
O estudo acadêmico realizado pelo Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED, na sigla em inglês) diz ainda que o custo total pode subir muito mais se forem levados em conta os impactos de outras atividades humanas.
Em 2007, a convenção da ONU sobre clima estimou o custo de adaptação à mudança climática no ano 2030 entre US$ 49 bilhões e US$ 171 bilhões por ano. Bem mais que a metade desse valor teria de ser aplicado em países em desenvolvimento.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=127361/em_noticia_interna.shtml

Morre aos 95, cientista "pai da Revolução Verde"

O cientista Norman Borlaug, conhecido como o pai da Revoluçao verde na agricultura, morreu no Estado americano do Texas aos 95 anos de idade. Ele recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1970 por inovações agrícolas e o desenvolvimento de plantações de alta produtividade para combater a fome nos países em desenvolvimento .

AP

 

Norman Borlaug

A chamada Revolução Verde ajudou a produção mundial de alimentos mais que dobrar entre 1960 e 90, beneficiando especialmente a América Latina, Ásia e África.
O Instituto Nobel afirma que Borlaug ajudou a salvar centenas de milhões de vidas.
Fome global

Desde a década de 60 o cientista vem desenvolvendo culturas mais resistentes e produtivas que as tradicionais.
Analistas afirmam que a Revolução Verde audou a impedir uma enorme fome global ao fim do século passado.
Ele continuou trabalhando mesmo com uma idade avançada. Em 2006, durante uma conferência nas Filipinas, Borlaug disse que "ainda temos um grande número de miseráveis e famintos, o que contribui para a instabilidade do Mundo".
"É bom não nos esquecermos de que a miséria humana é explosiva", disse ele.
Norman Borlaug nasceu no Estado americano de Iowa em 1914. Ele estudou na Universidade de Minnesota.
Ele recebeu a maior condecoração civil dos Estados Unidos, a Medalha de Ouro do Congresso em 2007.

Aquecimento global parece adiar nova era do gelo, diz estudo

O aumento na emissão de gases causadores do efeito estufa por humanos parece ter encerrado uma diminuição natural na temperatura de verão do Ártico que acontecia há muitos anos, revelam os autores de um novo estudo.

Cientistas envolvidos no trabalho, que será publicado nesta sexta-feira no jornal Science, dizem que isso oferece evidências de que a atividade humana não está apenas esquentando o globo terrestre, particularmente o Ártico, mas também poderia estar adiando o que seria uma inevitável era de gelo prevista para acontecer nos próximos milênios.

A reversão da tendência de diminuição lenta das temperaturas no Ártico, registrada em amostras de lama do leito de lagos, gelo glacial e anéis de árvore do Alasca até a Sibéria, foi rápida e pronunciada, diz a equipe.

Estudos anteriores também mostraram que o Ártico, mais que o planeta como um todo, tem passado por um aquecimento incomum nas últimas décadas. A nova análise provê detalhes década por década sobre as tendências de temperatura dos últimos 2.000 anos - um período cinco vezes maior do que qualquer trabalho prévio.

Diversos cientistas do clima disseram que o novo estudo é mais significativo por mostrar com que potência o clima Ártico parece estar respondendo ao aumento nas emissões de gases causadores do efeito estufa que está tendo uma resposta mais complexa e de efeitos sútis no resto do planeta.

Darrell S. Kaufman, principal autor do estudo e especialista em clima da Universidade do Norte do Arizona, disse que a maior surpresa foi a força da mudança do esfriamento para o aquecimento que começou em 1900 e se intensificou depois de 1950.

"A tendência de resfriamento lento é trivial comparada ao aquecimento que tem acontecido e este é o ponto final", disse Kaufman.

Diversos cientistas que não estiveram envolvidos com o estudo concordaram que o ritmo da reversão de temperatura excedeu em muito a variabilidade natural em temperaturas árticas, apoiando a ideia de que o aquecimento foi causada pelos humanos e é potencialmente prejudicial.

De acordo com o estudo, depois de um esfriamento lento de menos de meio grau Fahrenheit por milênio, causado por uma mudança cíclica na orientação do Pólo Norte e do sol, a região esquentou 2,2 graus apenas desde 1900, com a década entre 1998 e 2008 sendo a mais quente em 2.000 anos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/09/04/aquecimento+global+parece+adiar+era+de+gelo+diz+estudo+8261947.html

Modernizado, Hubble registra novas imagens do espaço

Os cartões postais cósmicos estão de volta. Na última quarta-feira, astrônomos revelaram novas imagens e observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble.

Com a exceção de uma foto divulgada no mês passado da colisão de um cometa com Júpiter, estes foram os primeiros dados obtidos com o telescópio desde que uma tripulação passou 13 dias em órbita em maio substituindo, renovando e reconstruindo seus componentes vitais.


Imagens do Hubble após modernização / NYT

"Este verdadeiramente é o novo começo do Hubble", disse Edward Weiler, administrador associado para ciência da Nasa, em uma coletiva de imprensa em Washington. O evento foi um misto de ciência e celebração do espírito e inovação humanos.

"Eu estou maravilhada com a genialidade humana que pode conceber tal coisa e fazer que aconteça", disse K. Megan McArthur, astronauta que voou na missão de conserto ao Hubble.

Entre as imagens estava uma de gases voando de uma estrela no momento de sua morte que parece uma borboleta no momento em que abre suas asas e uma galáxia a quase 10 bilhões de anos luz de distância cuja imagem foi esticada e ampliada na forma de um "dragão" pela gravidade de um agrupamento de galáxias.


Gases de estrela se parecem com uma borboleta / NYT

Ao examinar estas imagens, os astrônomos podem estudar detalhes de galáxias que existiram antes do surgimento da Via Láctea e a distribuição da misteriosa matéria negra que forma o Universo.

Weiler notou que o telescópio agora está em sua melhor forma em 19 anos em órbita, muito além das ambições de seus fundadores, e que pode durar pelo menos outros cinco anos.

"O Hubble fica melhor e melhor e melhor", ele disse.

Rato que ficou louro pode virar 'ícone da evolução', diz estudo

Em cerca de mil anos, espécie que não tinha gene para pelos escuros clareou pelagem

Reprodução BBC Brasil


Um pequeno rato de pelagem clara que vive em dunas do Estado de Nebraska, nos Estados Unidos, pode se transformar no mais visível ícone da evolução, segundo um estudo publicado na revista científica Science.
Em cerca de 4 mil anos – uma insignificância, na escala da evolução – desde o surgimento do primeiro rato claro, gerações de ratos louros se procriaram, graças à melhor camuflagem que os pelos lhes conferiram.
O caso do rato veadeiro (Peromyscus maniculatus) chamou a atenção do mundo científico porque a mutação aconteceu naturalmente e, a partir daí, foi rapidamente transmitida às gerações seguintes.
Por isso, o pequeno roedor, um dos mais numerosos e comuns da América do Norte, é considerado um dos melhores exemplos de seleção natural "real" na natureza.
Normalmente, os ratos veadeiros têm pelo escuro, o que facilita que se escondam em solos escuros quando precisam fugir de predadores como corujas e águias.
No entanto, em Sand Hills, no Nebraska, os ratos louros são abundantes.
"Decidimos investigar o marcante contraste entre os ratos vivendo em Sand Hills e os vivendo em locais com solos mais escuros, a apenas poucas milhas de distância", afirmou Catherine Linnen, da universidade americana de Harvard.
Recente
A pesquisadora disse ainda que estava intrigada com o fato de que a comunidade de ratos de Sand Hill surgiu entre 8 mil e 15 mil anos, o que significa que a pelagem mais clara só se transformou em vantagem "recentemente".
O fato levou Linnen e cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, a examinar detalhadamente os ratos.
Os cientistas descobriram que o pelo claro é consequência de um único gene, apelidado de Agouti.
A maioria dos animais que desenvolveram novas características rapidamente, evoluíram a partir de variações de um gene já existente, não a partir de um gene completamente novo.
No entanto, o estudo diz que o Agouti apareceu nos ratos selvagens há apenas 4 mil anos, poucos mil anos depois de os primeiros ratos escuros terem se instalado em Sand Hills.
Ou seja, esse único novo gene se tornou muito comum em apenas 8 mil gerações de ratos.
"O gene claro não existia, de forma que os ratos tiveram que esperar até que uma mutação específica acontecesse. E a seleção atuou sobre essa nova mutação", afirmou a professora Hopi Hoekstra, também de Harvard.
"É um processo em duas partes. Primeiro a mutação tem que ocorrer, depois a seleção tem que aumentar a sua frequência."
Inédito
Os pesquisadores afirmam que essa é a primeira vez que foi possível documentar o aparecimento de um novo gene, sua seleção e proliferação subsequente em uma população de animais selvagens.
Por isso, os cientistas conseguiram estimar em 0,5% a vantagem que a característica confere aos animais, de acordo com a seleção natural.
"Não parece ser muito, mas multiplicado por milhares de indivíduos por centenas de anos, faz uma grande diferença", afirmou Hoekstra.
A descoberta pode tirar das famosas mariposas salpicadas do norte da Inglaterra (Biston betularia) o título de melhor exemplo de adaptação de um animal selvagem ao seu ambiente.
Os insetos originais eram levemente escuras, e facilitavam a camuflagem nas árvores com cascas levemente escuras.
Revolução Industrial
Depois que a poluição da Revolução Industrial escureceu as árvores, as mariposas mais claras passaram a ser alvos fáceis dos predadores.
A seleção natural favoreceu as mariposas mais escuras.
"Em ambas as espécies, mudanças de cor evoluíram rapidamente por causa da seleção por predadores que caçam visualmente."
A diferença é que a pressão da seleção natural no caso das mariposas foi tecnicamente artificial, por ter sido criado por pessoas. Já no caso dos ratos veadeiros, é totalmente natural.
Como os genes que provocaram a mudança na pigmentação das mariposas ainda não foi descoberto, não é possível comparar exatamente os dois casos.
"Vai ser realmente interessante comparar essas estimativas entre ratos e mariposas (quando o gene for descoberto)", disse Hoekstra.

braska, nos Estados Unidos, pode se transformar no mais visível ícone da evolução, segundo um estudo publicado na revista científica Science.
Em cerca de 4 mil anos – uma insignificância, na escala da evolução – desde o surgimento do primeiro rato claro, gerações de ratos louros se procriaram, graças à melhor camuflagem que os pelos lhes conferiram.
O caso do rato veadeiro (Peromyscus maniculatus) chamou a atenção do mundo científico porque a mutação aconteceu naturalmente e, a partir daí, foi rapidamente transmitida às gerações seguintes.
Por isso, o pequeno roedor, um dos mais numerosos e comuns da América do Norte, é considerado um dos melhores exemplos de seleção natural "real" na natureza.
Normalmente, os ratos veadeiros têm pelo escuro, o que facilita que se escondam em solos escuros quando precisam fugir de predadores como corujas e águias.
No entanto, em Sand Hills, no Nebraska, os ratos louros são abundantes.
"Decidimos investigar o marcante contraste entre os ratos vivendo em Sand Hills e os vivendo em locais com solos mais escuros, a apenas poucas milhas de distância", afirmou Catherine Linnen, da universidade americana de Harvard.
Recente
A pesquisadora disse ainda que estava intrigada com o fato de que a comunidade de ratos de Sand Hill surgiu entre 8 mil e 15 mil anos, o que significa que a pelagem mais clara só se transformou em vantagem "recentemente".
O fato levou Linnen e cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, a examinar detalhadamente os ratos.
Os cientistas descobriram que o pelo claro é consequência de um único gene, apelidado de Agouti.
A maioria dos animais que desenvolveram novas características rapidamente, evoluíram a partir de variações de um gene já existente, não a partir de um gene completamente novo.
No entanto, o estudo diz que o Agouti apareceu nos ratos selvagens há apenas 4 mil anos, poucos mil anos depois de os primeiros ratos escuros terem se instalado em Sand Hills.
Ou seja, esse único novo gene se tornou muito comum em apenas 8 mil gerações de ratos.
"O gene claro não existia, de forma que os ratos tiveram que esperar até que uma mutação específica acontecesse. E a seleção atuou sobre essa nova mutação", afirmou a professora Hopi Hoekstra, também de Harvard.
"É um processo em duas partes. Primeiro a mutação tem que ocorrer, depois a seleção tem que aumentar a sua frequência."
Inédito
Os pesquisadores afirmam que essa é a primeira vez que foi possível documentar o aparecimento de um novo gene, sua seleção e proliferação subsequente em uma população de animais selvagens.
Por isso, os cientistas conseguiram estimar em 0,5% a vantagem que a característica confere aos animais, de acordo com a seleção natural.
"Não parece ser muito, mas multiplicado por milhares de indivíduos por centenas de anos, faz uma grande diferença", afirmou Hoekstra.
A descoberta pode tirar das famosas mariposas salpicadas do norte da Inglaterra (Biston betularia) o título de melhor exemplo de adaptação de um animal selvagem ao seu ambiente.
Os insetos originais eram levemente escuras, e facilitavam a camuflagem nas árvores com cascas levemente escuras.
Revolução Industrial
Depois que a poluição da Revolução Industrial escureceu as árvores, as mariposas mais claras passaram a ser alvos fáceis dos predadores.
A seleção natural favoreceu as mariposas mais escuras.
"Em ambas as espécies, mudanças de cor evoluíram rapidamente por causa da seleção por predadores que caçam visualmente."
A diferença é que a pressão da seleção natural no caso das mariposas foi tecnicamente artificial, por ter sido criado por pessoas. Já no caso dos ratos veadeiros, é totalmente natural.
Como os genes que provocaram a mudança na pigmentação das mariposas ainda não foi descoberto, não é possível comparar exatamente os dois casos.
"Vai ser realmente interessante comparar essas estimativas entre ratos e mariposas (quando o gene for descoberto)", disse Hoekstra.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/08/29/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=125135/em_noticia_interna.shtml

Estudo sugere que todos os humanos 'são mutantes'

Pesquisa afirma que cada ser humano carrega pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA. Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.
A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica Current Biology, conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.
Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomas “Y” de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.
Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.
As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.
Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.
Busca
Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia – um distúrbio na coagulação do sangue.
Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.
Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.
Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.
“A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos”, disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.
“Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro”, afirmou o cientista.
O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.
Segundo ele, “as notícias são animadoras”. “Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente”, afirmou o cientista.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/09/03/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=125921/em_noticia_interna.shtml

Raposa-voadora pode ser extinta até 2015 na Malásia, diz estudo

Dr. Jon Epstein/Copyright 2009 Wildlife Trust


Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora.
Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.
Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.
O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia.
"Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein.
As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.
Caçada
As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna.
Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.
Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.
Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.
Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores.
A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.

Revisão da lei

As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia.
"Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem. Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.
Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.
Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.

Oceanos podem estar escondidos dentro da Terra, indica estudo

Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade.

Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água.
Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature
As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto.
Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.
"Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.
Mistério geológico
Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto.
"Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. "Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."
Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.
A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações.
A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.
E se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá.
"Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?", pergunta Schultz.
"E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas".
Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.
Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/08/20/oceanos+podem+estar+escondidos+dentro+da+terra+indica+estudo+7995970.html

Suco de beterraba aumenta a resistência física, diz estudo

Beber suco de beterraba ajuda a aumentar a resistência física e permite que atletas se exercitem por até 16% de tempo a mais, segundo um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.
De acordo com a pesquisa, o nitrato da beterraba ajuda a reduzir o consumo de oxigênio, diminuindo o ritmo em que as pessoas chegam à exaustão. O efeito de um copo de 500 ml do suco do legume seria maior do que o de treinamento regular.
A descoberta poderia beneficiar pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, além de atletas de esportes de resistência.
Os cientistas ainda não sabem ao certo como o nitrato do suco de beterraba ajuda a aumentar a disposição física, mas eles suspeitam que a substância se transforma em óxido nítrico no corpo, reduzindo a quantidade de oxigênio consumida durante o exercício.
Bicicleta
A pesquisa da Universidade de Exeter conduziu o estudo com oito homens entres 19 e 38 anos de idades, que tomaram 500 ml de suco de beterraba orgânico todos os dias, por seis dias consecutivos, antes de completarem uma série de exercícios em uma bicicleta ergométrica.
Em outra ocasião, eles ingeriram um placebo de suco concentrado de cassis pelo mesmo período e tiveram de realizar a mesma rotina de exercícios. Depois de beber o suco de beterraba, o grupo conseguiu pedalar uma média de 11,25 minutos, 92 segundos a mais do que quando tomaram o placebo.
Isso representa uma redução de aproximadamente 2% no tempo levado para percorrer uma determinada distância. A ingestão do suco de beterraba também fez com que o grupo apresentasse pressão arterial mais baixa durante o período de descanso.
Atletas
Um dos pesquisadores envolvidos no estudo, Andy Jones, que também assessora a maratonista britânica Paula Radcliffe, disse estar maravilhado com os resultados, “porque esses efeitos não podem ser alcançados por outros meios, incluindo treinamento”.
“Tenho certeza que atletas profissionais e amadores vão ficar muito interessados nos resultados do estudo. Também gostaria de explorar a relevância dos resultados para pessoas que têm má forma física e poderiam usar a suplementação da dieta como uma maneira de ajudá-los em seu dia-a-dia”, diz Jones.
Já o acadêmico John Brewer, especialista em ciência do esporte na Universidade de Bedfordshire, acha que ainda é preciso aprofundar os estudos sobre a questão.
“As descobertas podem ser muito animadoras para aqueles envolvidos em esporte, mas estudos mais amplos são necessários para que possamos saber os benefícios exatos e entender os mecanismos envolvidos.”

Cientistas criam "computador" com DNA que responde perguntas

Cientistas israelenses anunciaram ter obtido um avanço em pesquisas sobre computadores que processam informações por meio do uso de DNA ao terem conseguido fazer um sistema responder a perguntas lógicas simples.
O cientista Ehud Shapiro, do Instituto Weizmann de Israel, há anos vem desenvolvendo sistemas de computação com enzimas e pedaços de DNA – a molécula que guarda o código genético dos seres vivos.
Um sistema apresentado por ele em 2004, por exemplo, podia ser usado para detectar moléculas específicas associadas ao câncer.
Mas o novo sistema desenvolvido por Shapiro e outros cientistas do Instituto Weizmann pode, de forma efetiva, responder sim ou não a perguntas.
"Com o uso de uma bioquímica mais sofisticada, fomos capazes de implementar programas lógicos simples, que são mais parecidos com a forma como as pessoas programam computadores", afirmou Shapiro.
Luz verde

O sistema criado pelos pesquisadores usa moléculas que representam fatos e regras.
Inicialmente, eles testaram o sistema com proposições simples. Uma delas era: "Todos os homens são mortais. Sócrates é um homem. Portanto, Sócrates é mortal."
Quando alimentado com uma “regra” molecular (representando a frase “todos os homens são mortais”) e um “fato” molecular (representando “Sócrates é um homem”), o sistema foi capaz de responder à questão "Sócrates é mortal?" de forma correta.
Os pesquisadores então fizeram questões mais complicadas, envolvendo várias regras e fatos. Os dispositivos de DNA conseguiram deduzir a resposta correta todas as vezes.
A resposta foi dada por meio de um flash de luz verde. Algumas partes de DNA foram equipadas com uma molécula com fluorescência natural ligada a uma segunda molécula que mantém a luz coberta.
O estudo da equipe israelense, chefiada por Shapiro e Tom Ran, foi publicado na revista Nature Nanotechnology.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/08/08/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=122035/em_noticia_interna.shtml

Pessoas ficam mais felizes quando envelhecem, diz estudo

A maioria das pessoas fica mais feliz quando envelhece, segundo um estudo americano que analisou o comportamento de idosos com mais de 90 anos de idade.
Apesar de preocupações com saúde, dinheiro, mudanças de classe social e a perda de pessoas próximas, os psicólogos acreditam que a velhice é uma fase boa da vida, já que os idosos tendem a aproveitar ao máximo o tempo que resta e sabem como evitar situações que os fariam sentir tristeza ou stress.
O estudo pediu que voluntários com idades entre 18 e 95 anos participassem de experimentos e mantivessem um diário sobre seu estado emocional. A pesquisadora Laura Cartensen, da Universidade de Stanford, descobriu que as pessoas mais jovens ficavam de mau humor com maior frequência e por mais tempo que as mais velhas.
Além disso, os mais idosos lidaram melhor com críticas pessoais e conseguiram controlar e equilibrar melhor suas emoções. “Com base neste trabalho, sabemos que as pessoas mais velhas sabem que o tempo delas está cada vez mais curto. Elas querem aproveitar ao máximo, então evitam situações que os farão infelizes”, explica a psicóloga Susan Turk Charles, especialista no assunto.
“Elas também tiveram mais tempo para aprender e compreender as intenções dos outros, o que os ajuda a evitar essas situações de stress”.
“Experiência positiva”
O chefe de políticas públicas da organização britânica Age Concern, Andrew Harrop, disse que o estudo traz boas notícias. “Para muitas pessoas, a velhice representa medo e preocupação. Muitos jovens assumem que envelhecer é um processo que inevitavelmente vai trazer doença, fragilidade, menos independência. No entanto, isso está longe da verdade em muitos casos”, diz ele.
“Muitos idosos levam vidas ativas e saudáveis, enriquecidas pela experiência e o aprendizado”. Para Harrop, a pesquisa mostra que os mais velhos ainda têm contribuições importantes a fazer para a sociedade. “O estudo é um de muitos que provam que a velhice pode ser uma experiência extremamente positiva”.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/08/08/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=122067/em_noticia_interna.shtml

Estudo vincula simetria facial e saúde mental em homens

Homens com faces simétricas têm menos probabilidade de perder sua memória e sua inteligência na velhice, dizem pesquisadores britânicos. Psicólogos da University of Edinburgh, na Escócia, dizem ter encontrado um vínculo entre simetria facial e desempenho mental em indivíduos com idade entre 79 e 83 anos de idade.
Os pesquisadores analisaram resultados de uma grande pesquisa sobre saúde mental feita na Escócia em 1932 e mapearam os rostos dos participantes a partir de fotografias. Segundo os especialistas, o estudo encontrou um vínculo entre condição física e declínio mental.
O estudo, publicado na revista científica Evolution and Human Behaviour, sugere que a simetria facial seja um indicador de que um homem vivenciou menos perturbações genéticas e ambientais como doenças, exposição a toxinas, má-nutrição ou mutações genéticas durante o seu desenvolvimento. O psicólogo responsável pela pesquisa, Lars Penke, disse que estudos anteriores já estabeleceram que o declínio mental é um dos aspectos do envelhecimento geral do organismo.
Para o pesquisador, a simetria facial poderia ser usada como um sinalizador que ajudaria a prever esse declínio.
A equipe não foi capaz de encontrar resultados comparáveis em mulheres. Uma possível explicação, segundo os pesquisadoers, é que o DNA pode talvez exercer um efeito diferente sobre o envelhecimento das mulheres.
Outra teoria é de que o declínio mental seja atrasado nas mulheres porque, em média, elas vivem mais

Divulgação/University of Edinburgh

Simetria facial poderia ser usada como sinalizador que ajudaria a prever o declínio mental, diz pesquisador
 

Planta capaz de comer ratos é descoberta nas Filipinas

Stewart McPherson/Reprodução BBC

A nova espécie tem 1,5 metro de altura.


Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de planta carnívora gigante, capaz de prender e devorar pequenos roedores e insetos e que pode atingir 1,5 m de altura.
A planta foi descoberta na região central das Filipinas durante uma expedição científica que também catalogou outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.
Os pesquisadores batizaram a nova planta carnívora de Nepenthes attenboroughii em homenagem ao veterano apresentador de programas de natureza da Grã-Bretanha David Attenborough.
"A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista e produtor britânico Stewart McPherson, um dos responsáveis pela descoberta.
O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society.
Expedição
A planta carnívora já tinha sido avistada por dois missionários cristãos que em 2000 tentaram escalar o Monte Vitória, uma montanha pouco conhecida nas Filipinas.
Sem terem se preparado corretamente para a empreitada, os missionários acabaram perdidos e passaram 13 dias vagando pelas florestas, até serem resgatados.
A descrição da enorme planta carnívora despertou o interesse de McPherson, do botânico Alastair Robinson, da Universidade de Cambridge, e do pesquisador Andreas Fleischmann, da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, na Alemanha.
Os três, especialistas nesse tipo de vegetal, decidiram então montar uma expedição para encontrar novas espécies.
A viagem científica aconteceu durante dois meses em 2007. A descoberta da grande planta carnívora aconteceu próxima ao pico do Monte Victoria, a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre grandes pedregulhos.
"De repente vimos uma grande planta, depois a segunda e depois muitas outras. Imediatamente sabíamos que o que tínhamos encontrado não era uma espécie conhecida", disse McPherson.
Na mesma expedição, os cientistas encontraram outra planta carnívora que não era vista na natureza há cem anos e cujos últimos exemplares em estufa tinham se perdido em um incêndio em 1945.

Mulheres otimistas 'vivem mais', diz estudo

Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revelou que 73% dos habitantes do país dizem não ter energia para uma noite de sexo com o parceiro ou parceira.
Dois mil adultos de várias cidades britânicas foram entrevistados no levantamento, feito pela rede de serviços médicos e spa Nutfield Health, uma entidade sem fins lucrativos.
Dos 73% que se disseram sem energia para sexo, 58% disseram que o problema se deve à falta de condicionamento físico.
A pesquisa também mostrou outros sinais de que as tentativas do governo britânico de melhorar a saúde e o condicionamento físico da população estão fracassando.
O estudo verificou, por exemplo, que cerca de um terço (36%) dois ouvidos não correria para pegar um ônibus.
Mais da metade (59%) tomaria um elevador em vez de subir dois andares de escada e, se o controle remoto estivesse quebrado, 15% prefeririam assistir a um programa de TV de que não gostam a levantar e trocar de canal.
Cidades “preguiçosas”
A pesquisa estabeleceu um ranking das cidades mais "preguiçosas" da Grã-Bretanha. A campeã da preguiça é Glasgow (onde 75% admitiram não fazer exercícios suficientes), seguida de perto por Birmingham. Londres foi a quarta mais preguiçosa.
Apesar da preocupação crescente com altos índices de obesidade entre crianças, dois terços (64%) dos adultos com filhos admitiram estar sempre "muito cansados" para brincar com as crianças.
O levantamento conclui que "não é de se admirar" que uma em seis crianças seja classificada como obesa antes de começar a escola.
Apesar da fama de amantes dos cachorros, o estudo revelou ainda que a metade dos britânicos entrevistados (52%) não tem energia para levar o cachorro para passear.
O estudo oferece, no entanto, alguma esperança de mudança, já que quase um terço (28%) dos participantes disse que estaria disposto a melhorar seu condicionamento físico se achasse que isso os tornaria mais atraentes para o parceiro ou parceira.
"As pessoas precisam ficar mais saudáveis, não apenas para seu próprio bem estar, mas também para o de suas famílias, amigos e até seus bichos de estimação", disse a diretora da Nutfield Health, Sarah Dauncey.
"Comida pronta, controles remotos e até compras pela internet estão contribuindo para uma Grã-Bretanha preguiçosa e ociosa. A nação caiu em um ciclo vicioso de preguiça que precisamos interromper."

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/08/10/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=122290/em_noticia_interna.shtml

Países emergentes gastarão mais com hardware do que os ricos

Segundo pesquisa da consultoria Gartner, 66% das grandes empresas de países em desenvolvimento vão investir em equipamentos este ano, apesar da crise econômica.
Os investimentos em hardware nos países emergentes vão crescer mais do que em nações desenvolvidas, apesar da crise econômica, divulgou a consultoria americana Gartner nesta quarta-feira (22/7). A situação nessas regiões contrasta com a realidade dos mercados desenvolvidos, onde os fabricantes estão tendo muitas dificuldades.
A consultoria realizou uma pesquisa com 951 profissionais de tecnologia da informação de grandes empresas, entre fevereiro e março deste ano. Os resultados apontam que 66% dos entrevistados não pretendem mudar os gastos com hardware ou vão ampliar os investimentos.
Para o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Luis Anavitarte, a análise mostra que os fornecedores devem mudar as estratégias para os canais de venda, aumentando o foco no mercado de grandes empresas, principalmente no Brasil, Rússia, Índia e China. Segundo o consultor, para desenvolver
oportunidades de negócios nestas regiões, pode ser necessária uma abordagem mais agressiva, em conjunto com fornecedores de tecnologia.
A pesquisa revela também que 35% dos entrevistados planejam aumentar os investimentos em virtualização. Em relação à
computação em nuvem (tipo de entrega de tecnologia na qual a infraestrutura fica toda no fornecedor e não no cliente), apenas 7% afirmaram ter intenção de investir no modelo. Metade dos pesquisados sequer ouviu falar de computação em nuvem ou conhecem o termo.
De acordo com a consultoria, um os motivos que levam as grandes empresas a serem tão otimistas em relação aos mercados emergentes é o fato de muitas companhias terem planos para a tecnologia, que incluem renovação de parque. Além disso, as grandes organizações, que em boa parte dos países representam até 12% do mercado, possuem mais recursos financeiros e dependem menos de financiamentos para a compra de equipamentos.
O estudo mostra, ainda, que as grandes empresas estão focando seus investimentos em gerenciamento de dados e teleconferência. Voz sobre IP (VoIP) continua sendo uma prioridade, principalmente para minimizar os altos custos das ligações telefônicas para celulares.

 
 

Humanos podem ter assassinado Neandertal há mais de 50 mil anos

Uma pesquisa da Universidade de Duke, da cidade de Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, indica que um homem de Neandertal pode ter sido morto por humanos modernos em um confronto ocorrido há mais de 50 mil anos. O estudo poderia indicar que os humanos modernos podem ter colaborado para provocar o desaparecimento dos neandertais.Os pesquisadores analisaram o esqueleto de um neandertal chamado pelos cientistas de Shanidar 3 - um dos nove neandertais descobertos entre 1953 e 1960 em uma caverna no nordeste do Iraque. Ele foi morto há entre 50 mil e 75 mil anos quando tinha entre 40 e 50 anos de idade.Neste esqueleto foi identificado um ferimento profundo que atingiu uma das costelas no lado esquerdo. Segundo os pesquisadores, este ferimento poderia ter sido causado por uma lança de um tipo usado pelos humanos modernos, mas não por homens de Neandertal."O que temos é um ferimento na costela com uma série de possíveis explicações", afirmou Steven Churchill, professor associado de antropologia evolucionária na Universidade de Duke."Não estamos sugerindo que ocorreu um ataque relâmpago, com humanos modernos marchando pela terra e executando homens de Neandertal", acrescentou."Acreditamos que a melhor explicação para este ferimento é uma arma que pode ser lançada e, levando em conta os que tinham esta arma e os que não tinham, isto implica em pelo menos em um ato de agressão entre as espécies." Na pesquisa, Churchill e seus colegas usaram um arco e flecha especialmente calibrados, cópias de antigas pontas de lança feitas de pedra e várias carcaças de animais para chegar a esta conclusão.O estudo foi divulgado pela publicação científica Journal of Human Evolution Sem conclusões O estudo não conclui de forma definitiva quem foi o responsável pela morte de Shanidar 3 ou qual foi a razão.Aparentemente o ferimento na costela do Neandertal pode ter começado a cicatrizar antes de sua morte. Uma comparação da ferida com registros médicos da época da Guerra Civil Americana, no século 19 - antes da criação dos antibióticos -, sugeriu que ele morreu semanas depois de ser ferido, talvez devido a danos no pulmão associados ao ferimento.De acordo com Steven Churchill, vestígios arqueológicos sugerem que há 50 mil anos os humanos modernos e não seus primos, os homens de Neandertal, tinham desenvolvido armas de caça que podiam ser lançadas.Os humanos daquela época usavam atiradores de lanças, punhos de armas que podiam ser trocados e que se conectavam com dardos e lanças, para, de forma efetiva, aumentar o comprimento do braço que quem os atirava e aumentar a força dos projéteis.Humanos e homens de Neandertal usavam facas feitas de pedra e desenvolveram técnicas para fabricar pontas de flechas e lanças afiadas a partir de pedras. Enquanto a tecnologia da fabricação de armas avançava entre humanos, os homens de Neandertal continuavam usando lanças longas, queeles preferiam manter em suas mãos em vez de lançarem, de acordo com Churchill.Porcos Ao analisar o ferimento na costela de Shanidar 3, os estudiosos chegaram à conclusão de que ele não poderia ter sido feito com uma faca pré-histórica, pois tinha sinais de que a lança teria atingido a costela com pouca energia cinética.Os pesquisadores dispararam projéteis, cópias de pontas de lança pré-histórica, contra carcaças de porcos usadas para substituir o que seria o corpo do homem de Neandertal.Ao fazer uma comparação com outros estudos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que uma lança do tipo usado pelos homens de Neandertal, teria causado um ferimento maior.E o ângulo da ferida apresentada por Shanidar 3, 45 graus para baixo, também coincide com a trajetória de uma arma que foi atirada, supondo que Shanidar 3, que tinha cerca de 1,6 m, estivesse em pé no momento em que foi ferido.

Arqueólogos encontram 'tesouro budista' na Mongólia

Relíquias budistas raras desaparecidas havia mais de 70 anos foram encontradas neste sábado no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, por uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis. Entre os artefatos encontrados estão estátuas, obras de arte, manuscritos e objetos pessoais de um importante mestre budista do século 19, Danzan Ravjaa.

O líder da expedição, o austríaco Michael Eisenriegler, disse à BBC que sua equipe já desenterrou duas caixas cheias com "os mais impressionantes objetos de arte budistas".
"(O tesouro) é de extraordinário valor para a cultura da Mongólia, porque o budismo foi quase extinto durante o regime comunista, especialmente na década de 30", disse Eisenriegler. "Estou completamente exausto neste momento, mas também completamente impressionado com o que vi."
Mosteiro
As relíquias encontradas pela equipe pertenciam ao Mosteiro de Khamaryn e haviam sido enterradas no deserto de Gobi nos anos 30 por um monge chamado Tudev.
Na época, durante o regime comunista, centenas de mosteiros foram saqueados e destruídos na Mongólia. O religioso decidiu enterrar o tesouro para escondê-lo dos exércitos da Mongólia e da União Soviética.
Somente Tudev sabia onde os 64 baús com as relíquias estavam escondidos. Antes de morrer, ele passou o segredo a seu neto, o historiador Zundoi Altangerel.
Na década de 90, Altangerel conseguiu desenterrar alguns dos baús com as relíquias e abriu um museu para exibí-las.
Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, na época ele decidiu deixar o restante do tesouro enterrado no deserto.
Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro. Segundo o austríaco, 20 dos 64 baús enterrados por Tudev permanecem escondidos no deserto.
As peças encontradas neste sábado também serão expostas no museu, que fica na cidade de Sainshand, no sul da Mongólia.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/08/01/arqueologos+encontram+tesouro+budista+na+mongolia+7633902.html