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Entenda as novidades da chegada do 4G ao Brasil

Tecnologia móvel de quarta geração impulsiona o desenvolvimento de soluções mobile, mas há desafios a superar rumo à cobertura ideal até a Copa do Mundo de futebol, em 2014


Thinkstock
Implantação do 4G no Brasil impulsiona a oferta de smartphones adequados à tecnologia, mas ainda há desafios a superar
Em abril de 2013, o Brasil assumiu o posto de porta de entrada para o 4G na América Latina. A implantação da tecnologia móvel de quarta geração no país é parte dos preparativos de infraestrutura para a Copa do Mundo de futebol de 2014: ela deverá estar disponível nas 12 cidades-sede e suas regiões metropolitanas pelo menos a partir do início do torneio, em junho próximo. As cidades-sede da Copa são Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Natal (RN) e Manaus (AM).
Como funciona o 4G
A principal característica do 4G é a utilização da rede exclusivamente para serviços de dados, sem compartilhá-la entre dados e voz. Isso resulta em uma estabilidade que agrada em cheio a quem gosta de assistir a vídeos e a transmissões ao vivo pelo smartphone, pois não ocorrem as interrupções e os “congelamentos” das imagens, como é tão comum no 3G (que usa a rede para dados e voz simultaneamente).
Partidas inteiras de futebol, por exemplo, podem ser vistas em dispositivos móveis com a tecnologia – daí o interesse em tê-la em bom funcionamento durante a Copa do Mundo-2014.
O sistema escolhido para o 4G brasileiro é o LTE (Long Term Evolution), o mesmo padrão dos EUA e da maior parte da Europa, Ásia e Oceania. Com ele, a velocidade de download pode chegar a 100Mb por segundo (contra 1MB por segundo do 3G). A largura de banda é 40MHz e a frequência de 700MHz, usada na maioria dos países, deve ser licitada pelo governo no começo de 2014.
Desenvolvimento de soluções
Com todo esse processo do 4G no Brasil em andamento, as marcas de aparelhos correm contra o tempo para colocar cada vez mais smartphones no mercado. Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do início de outubro de 2013 mostram que a oferta de modelos quase triplicou em seis meses. Em abril, eram 11 os modelos homologados; no último levantamento, o número subiu para 31.
A tendência é que a quantidade aumente ainda mais antes da Copa do Mundo-2014. “As empresas vão investir na produção de aparelhos que chamem a atenção do público, assim como as operadoras vão vender cada vez mais a ideia da necessidade da conexão 4G para todos os usuários”, afirma Juergen Rochol, doutor em ciência da computação e professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na projeção da 4G Americas, organização que analisa o desenvolvimento da tecnologia móvel nos países das Américas do Norte, Central e do Sul, 900 mil brasileiros deverão ter optado pelo serviço 4G até o final de 2013. Trata-se de uma estimativa bem otimista, uma vez que em julho de 2013 eram 90 mil os assinantes de 4G no país.
Principais desafios
O primeiro teste do 4G brasileiro aconteceu durante a Copa das Confederações, torneio de futebol disputado em junho de 2013. A tecnologia já estava disponível nas seis cidades-sede da competição (Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador), o que possibilitou detectar problemas e desafios a superar.
Lentidão e indisponibilidade de rede nos momentos de pico foram os que mais chamaram a atenção, mas não chegaram a causar estranheza, uma vez que se tratava do início do serviço no país. Para a 4G Americas, de acordo com comunicado emitido ao final da competição, tais complicações eram até esperadas, pois já haviam acontecido durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
O que mais preocupa os especialistas é a infraestrutura necessária para o bom funcionamento da tecnologia. “Com o 4G há a necessidade de diminuir o espaço entre as antenas de transmissão”, explica Juergen Rochol, da UFRGS. Ele continua: “As antenas atuais, para 3G, têm uma distância de aproximadamente três quilômetros entre si. Para o 4G funcionar bem, ela precisa ser reduzida drasticamente, em até um terço. Algumas capitais que serão sede da Copa têm legislações bastante severas para a instalação de antenas para celulares, e isso dificulta muito a consolidação da infraestrutura adequada”.
Outra questão vista com cuidado é a da frequência de 700MHz que o governo licitará em 2014. Essa frequência é usada atualmente pela TV analógica, e há dois cenários possíveis: a rede 4G dividir espaço com a TV (o que implicaria em possíveis interferências de sinal) ou a TV analógica ter o sinal desligado, deixando assim a faixa livre para o 4G.
De toda forma, Rochol considera que a implantação da rede 4G será garantida pelo governo e pelas operadoras pelo menos para servir ao público da Copa do Mundo. “Talvez o sinal seja inicialmente limitado, provavelmente funcionará bem nos estádios e suas imediações, mas não poderemos dizer que ela não está em atividade. A implantação no restante do país pode ser um pouco mais lenta. Não temos nem a estrutura do 3G consolidada ainda, então é natural que a do 4G precise de tempo também”, finaliza.

Tecnologia x burocracia

Entenda como o governo do Reino Unido está transformando sua relação com a sociedade por meio da informatização dos serviços públicos

Nos dias de hoje em que a tecnologia se torna cada vez mais acessível, as possibilidades de uso de recursos informatizados nos órgãos públicos são bastante variadas. Em 2009, o Reino Unido saiu na frente e lançou uma política governamental para o uso de tecnologia da informação nos serviços públicos. Chamada de “Digital Britain”, a estratégia de governo tinha como objetivo tornar o país líder na economia digital.

O projeto começou com a criação de um plano que garantisse acesso banda larga para toda a população do país. Agora, o governo trabalha na criação da “G-Cloud”, uma estrutura nacional de computação em nuvem que tem como objetivo armazenar os dados dos cidadãos, aumentando a eficiência dos órgãos públicos e diminuindo custos.

Uma das aplicações práticas da G-Cloud que o governo já estuda implementar é a digitalização de todo os formulários e documentos usados pelo sistema de saúde do país. O Reino Unido espera que em 2018 esse processo já esteja concluído, acabando com a necessidade de grandes arquivos e possibilitando o compartilhamento de informações entre médicos de diferentes localidades, dando mais agilidade ao atendimento.

Benefícios de um governo mais inteligente

A decisão inglesa de unificar a infraestrutura dos seus órgãos públicos conectando-os por meio da computação em nuvem tem como foco quatro grandes benefícios: agilidade, eficiência, colaboração e sustentabilidade.

O acesso rápido e descomplicado às informações dos cidadãos elimina burocracias desnecessárias, aumentando a agilidade na resposta às demandas. E isso está diretamente ligado ao segundo beneficio citado, a eficiência: com menos burocracia é possível atender mais pessoas em menos tempo, otimizando os serviços dos órgãos públicos.

A computação em nuvem também permite que todos os funcionários do sistema público estejam conectados, possibilitando a troca de conhecimento e criando um ambiente colaborativo. Por fim, a nuvem é verde : diminuir a quantidade de papel consumido e hardware utilizado nas repartições públicas diminui significativamente a emissão de carbono.

Um benefício não citado pelo governo inglês e que não pode ser deixado de lado é a diminuição nos custos. Ainda que o investimento na criação de uma rede única seja alto, a necessidade de se ter diversos contratos com diferentes empresas acaba. No primeiro ano da implementação da G-Cloud, por exemplo, o Reino Unido economizou mais de 150 mil libras (por volta de R$450 mil) e a expectativa é que a economia se repita neste ano.

E o Brasil?

O Brasil ainda está engatinhando na informatização de seus serviços públicos. Anunciado em 2010, o Plano Nacional de Banda Larga tem como objetivo garantir acesso a internet para todos os brasileiros. Porém, o programa é limitado à questão da infraestrutura e não propõe avanços na prestação de serviços ao cidadão.

É possível observar algumas iniciativas locais nesse quesito. O Estado de São Paulo, por exemplo, possibilita que o agendamento parte dos serviços realizados pela rede Poupatempo (como a renovação da carteira de habilitação e a 2ª via do RG) seja feito via internet. No entanto, não existe nenhuma política do governo estadual que busque a digitalização das informações dos cidadãos em um banco de dados único.

http://planetamaisinteligente.ig.com.br/computacao-em-nuvem/2013-02-28/tecnologia-x-burocracia.html

Cientistas criam "computador" com DNA que responde perguntas

Cientistas israelenses anunciaram ter obtido um avanço em pesquisas sobre computadores que processam informações por meio do uso de DNA ao terem conseguido fazer um sistema responder a perguntas lógicas simples.
O cientista Ehud Shapiro, do Instituto Weizmann de Israel, há anos vem desenvolvendo sistemas de computação com enzimas e pedaços de DNA – a molécula que guarda o código genético dos seres vivos.
Um sistema apresentado por ele em 2004, por exemplo, podia ser usado para detectar moléculas específicas associadas ao câncer.
Mas o novo sistema desenvolvido por Shapiro e outros cientistas do Instituto Weizmann pode, de forma efetiva, responder sim ou não a perguntas.
"Com o uso de uma bioquímica mais sofisticada, fomos capazes de implementar programas lógicos simples, que são mais parecidos com a forma como as pessoas programam computadores", afirmou Shapiro.
Luz verde

O sistema criado pelos pesquisadores usa moléculas que representam fatos e regras.
Inicialmente, eles testaram o sistema com proposições simples. Uma delas era: "Todos os homens são mortais. Sócrates é um homem. Portanto, Sócrates é mortal."
Quando alimentado com uma “regra” molecular (representando a frase “todos os homens são mortais”) e um “fato” molecular (representando “Sócrates é um homem”), o sistema foi capaz de responder à questão "Sócrates é mortal?" de forma correta.
Os pesquisadores então fizeram questões mais complicadas, envolvendo várias regras e fatos. Os dispositivos de DNA conseguiram deduzir a resposta correta todas as vezes.
A resposta foi dada por meio de um flash de luz verde. Algumas partes de DNA foram equipadas com uma molécula com fluorescência natural ligada a uma segunda molécula que mantém a luz coberta.
O estudo da equipe israelense, chefiada por Shapiro e Tom Ran, foi publicado na revista Nature Nanotechnology.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/08/08/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=122035/em_noticia_interna.shtml