Entenda as novidades da chegada do 4G ao Brasil
Tecnologia x burocracia
Entenda como o governo do Reino Unido está transformando sua relação com a sociedade por meio da informatização dos serviços públicos
Nos dias de hoje em que a tecnologia se torna cada vez mais acessível, as possibilidades de uso de recursos informatizados nos órgãos públicos são bastante variadas. Em 2009, o Reino Unido saiu na frente e lançou uma política governamental para o uso de tecnologia da informação nos serviços públicos. Chamada de “Digital Britain”, a estratégia de governo tinha como objetivo tornar o país líder na economia digital.
O projeto começou com a criação de um plano que garantisse acesso banda larga para toda a população do país. Agora, o governo trabalha na criação da “G-Cloud”, uma estrutura nacional de computação em nuvem que tem como objetivo armazenar os dados dos cidadãos, aumentando a eficiência dos órgãos públicos e diminuindo custos.
Uma das aplicações práticas da G-Cloud que o governo já estuda implementar é a digitalização de todo os formulários e documentos usados pelo sistema de saúde do país. O Reino Unido espera que em 2018 esse processo já esteja concluído, acabando com a necessidade de grandes arquivos e possibilitando o compartilhamento de informações entre médicos de diferentes localidades, dando mais agilidade ao atendimento.
Benefícios de um governo mais inteligente
A decisão inglesa de unificar a infraestrutura dos seus órgãos públicos conectando-os por meio da computação em nuvem tem como foco quatro grandes benefícios: agilidade, eficiência, colaboração e sustentabilidade.
O acesso rápido e descomplicado às informações dos cidadãos elimina burocracias desnecessárias, aumentando a agilidade na resposta às demandas. E isso está diretamente ligado ao segundo beneficio citado, a eficiência: com menos burocracia é possível atender mais pessoas em menos tempo, otimizando os serviços dos órgãos públicos.
A computação em nuvem também permite que todos os funcionários do sistema público estejam conectados, possibilitando a troca de conhecimento e criando um ambiente colaborativo. Por fim, a nuvem é verde : diminuir a quantidade de papel consumido e hardware utilizado nas repartições públicas diminui significativamente a emissão de carbono.
Um benefício não citado pelo governo inglês e que não pode ser deixado de lado é a diminuição nos custos. Ainda que o investimento na criação de uma rede única seja alto, a necessidade de se ter diversos contratos com diferentes empresas acaba. No primeiro ano da implementação da G-Cloud, por exemplo, o Reino Unido economizou mais de 150 mil libras (por volta de R$450 mil) e a expectativa é que a economia se repita neste ano.
E o Brasil?
O Brasil ainda está engatinhando na informatização de seus serviços públicos. Anunciado em 2010, o Plano Nacional de Banda Larga tem como objetivo garantir acesso a internet para todos os brasileiros. Porém, o programa é limitado à questão da infraestrutura e não propõe avanços na prestação de serviços ao cidadão.
É possível observar algumas iniciativas locais nesse quesito. O Estado de São Paulo, por exemplo, possibilita que o agendamento parte dos serviços realizados pela rede Poupatempo (como a renovação da carteira de habilitação e a 2ª via do RG) seja feito via internet. No entanto, não existe nenhuma política do governo estadual que busque a digitalização das informações dos cidadãos em um banco de dados único.
http://planetamaisinteligente.ig.com.br/computacao-em-nuvem/2013-02-28/tecnologia-x-burocracia.htmlCientistas criam "computador" com DNA que responde perguntas
Cientistas israelenses anunciaram ter obtido um avanço em pesquisas sobre computadores que processam informações por meio do uso de DNA ao terem conseguido fazer um sistema responder a perguntas lógicas simples.
O cientista Ehud Shapiro, do Instituto Weizmann de Israel, há anos vem desenvolvendo sistemas de computação com enzimas e pedaços de DNA – a molécula que guarda o código genético dos seres vivos.
Um sistema apresentado por ele em 2004, por exemplo, podia ser usado para detectar moléculas específicas associadas ao câncer.
Mas o novo sistema desenvolvido por Shapiro e outros cientistas do Instituto Weizmann pode, de forma efetiva, responder sim ou não a perguntas.
"Com o uso de uma bioquímica mais sofisticada, fomos capazes de implementar programas lógicos simples, que são mais parecidos com a forma como as pessoas programam computadores", afirmou Shapiro.
Luz verde
O sistema criado pelos pesquisadores usa moléculas que representam fatos e regras.
Inicialmente, eles testaram o sistema com proposições simples. Uma delas era: "Todos os homens são mortais. Sócrates é um homem. Portanto, Sócrates é mortal."
Quando alimentado com uma “regra” molecular (representando a frase “todos os homens são mortais”) e um “fato” molecular (representando “Sócrates é um homem”), o sistema foi capaz de responder à questão "Sócrates é mortal?" de forma correta.
Os pesquisadores então fizeram questões mais complicadas, envolvendo várias regras e fatos. Os dispositivos de DNA conseguiram deduzir a resposta correta todas as vezes.
A resposta foi dada por meio de um flash de luz verde. Algumas partes de DNA foram equipadas com uma molécula com fluorescência natural ligada a uma segunda molécula que mantém a luz coberta.
O estudo da equipe israelense, chefiada por Shapiro e Tom Ran, foi publicado na revista Nature Nanotechnology.