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Urina e cinzas podem substituir fertilizantes

Estudo feito na Universidade de Kuopio, na Finlândia mostra que a mistura de urina humana com cinzas de madeira é quatro vezes mais eficiente

Cientistas anunciaram uma descoberta simples e sustentável que pode dar fim ao uso de fertilizantes em plantações e ainda aumentar a colheita. A fórmula? Misturar urina humana a cinzas de madeira e espalhar a espécie de adubo eco-friendly no solo. A combinação ecologicamente correta é tão eficiente quanto os caros fertilizantes minerais, pelo menos para algumas culturas de vegetais, e provoca menos danos ao meio ambiente.
De acordo com o biólogo ambiental Surendra Pradhan, que participou das pesquisas realizadas na Universidade de Kuopio, na Finlândia, a curiosa mistura de cinzas de madeira e urina é rica em nutrientes, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e nitrogênio.
Os pesquisadores envolvidos no estudo fizeram experimentos – controlados em laboratório – para testar a descoberta. Ao cultivar separadamente tomates adubados com parte com fertilizantes minerais, parte com urina e cinzas e uma terceira amostra somente com urina, foi comprovado que o rendimento das plantas que receberam urina humana e cinzas de madeira quadruplicou. Além, claro, de ficar comprovado que esses tomates eram seguros para consumo humano.

Outro experimento mostrou que a urina humana poderá substituir os fertilizantes sintéticos usados no cultivo de pepinos, milho, repolho e trigo em pouco tempo.
Os finlandeses lembraram que cientificamente já havia sido constatada a eficácia da urina humana como adubo, porém eles ressaltaram que são os primeiros a combiná-la com cinzas de madeira, o que potencializou o poder de ação do fertilizante sustentável e deixou o solo menos ácido. Um programa piloto baseado na pesquisa será lançado no Nepal, em novembro.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI94626-16381,00-URINA+E+CINZAS+PODEM+SUBSTITUIR+FERTILIZANTES.html

Viver sozinho na meia-idade agrava risco do Alzheimer

Um estudo sueco sugere que pessoas que possuem uma variante genética específica e vivem sozinhas na meia-idade estão no grupo de maior risco de sofrer de demência.
Dois mil homens e mulheres no leste da Finlândia participaram da pesquisa do instituto Karolinska, em que os estudiosos analisaram o estado conjugal dos participantes e verificaram a presença ou não da variante quatro do gene apolipoproteína E (apoE).
A presença dessa variante é considerada o fator genético de risco mais comum para o desenvolvimento de doenças como o mal de Alzheimer.
A primeira observação dos pesquisadores suecos foi feita quando os voluntários tinham cerca de 50 anos e a segunda, 21 anos depois.
A conclusão foi que pessoas que vivem sozinhas na meia-idade correm duas vezes mais risco de desenvolver a demência do que aquelas que moravam com seus parceiros. Já para as viúvas e viúvos, esse risco mostrou ser três vezes maior.
Os pesquisadores concluíram que a chance de desenvolver demência é maior principalmente em pessoas com a variante 4 da apoE que se separaram ou ficaram viúvas antes dos 50 anos de idade e viviam sozinhos.

“Desafios cognitivos”

O estudo foi divulgado em um artigo na versão online da publicação científica British Medical Journal.
Krister Hakannson, que liderou o grupo de pesquisadores, afirmou que os resultados do estudo são importantes para prevenir a demência e a debilidade cognitiva.
“Viver em um relacionamento com um parceiro pode implicar em desafios cognitivos e sociais que têm um efeito de proteção contra a debilidade cognitiva na velhice”, disse ele.
Segundo Hakannson, a “intervenção de apoio” às pessoas que perdem os parceiros pode ajudar na prevenção da doença.

Viuvez
Em um editorial também publicado no British Medical Journal, a pesquisadora Catherine Helmer, da Universidade Victor Seglen, em Bordeaux, na França, afirma que a hipótese dos efeitos negativos da viuvez ainda não foi provada.
Ela acredita que mais estudos precisam ser feitos para provar a vulnerabilidade genética como um elo entre a viuvez e a demência.
Além disso, a pesquisadora afirma ainda que a relação entre demência e a presença da variante 4 do apoE precisa ser tratada com “cautela”, já que a pesquisa é um estudo epidemiológico que observou a incidência da doença em apenas um tipo de pessoas e precisa ser confirmada com outras pesquisas.
Em 2005, cerca de 25 milhões de pessoas sofriam de demência ao redor do mundo. Esse número deve subir para 81 milhões até 2040.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/07/03/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=117298/em_noticia_interna.shtml