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China constrói cidade ecológica para 350 mil pessoas

Uma cidade com 350 mil pessoas movida à energia renovável. Escolas, hospitais, fábricas, shoppings, clubes e casas, tudo desenvolvido por projetistas especializados em meio ambiente. As ruas são arborizadas, o transito é tranquilo.

A luz natural é totalmente aproveitada nas construções de forma a evitar o uso da energia elétrica. A água é reutilizada, os carros públicos são elétricos. Esta é a Ecocity, primeira cidade ecológica da China. Por enquanto, o projeto só está pronto nas maquetes, mas a construção avança a ritmo chinês e tudo deverá estar concluído em até 15 anos.

Veja fotos sobre os 90 anos do Partido Comunista na China.

A Ecocity, que será do tamanho da paranaense Maringá e da paulista Bauru, fica a 20 quilômetros de Tianjin, uma das quatro unidades administrativas autônomas da China.

O acesso é feito por carros, mas haverá um metrô ligando as duas cidades. As construções da cidade ecológica começaram em 2009, um ano depois de os governantes locais terem fechado uma parceria com o governo de Cingapura para desenvolver o projeto.

Foto: Olívia AlonsoAmpliar

Entrada da Ecocity: cidade ecológica procura empresas de tecnologias limpas

Em Tianjin, a Ecocity é motivo de orgulho e algumas famílias já estão comprando suas casas para morar ainda este ano ou como investimento para revender depois.

“Qualquer pessoa pode morar na Ecocity. Minha tia já comprou uma casa, de pouco mais de 150 metros quadrados e está se preparando para mudar para lá ainda este ano”, diz o jovem Wang Yidong, que mora em Tianjin.
O preço médio do metro quadrado para as residências é 15 mil yuan (cerca de R$ 4 mil), segundo Wang Jianzhu, assessora do departamento de comércio do comitê da Ecocity. Ela afirma que vale a pena pagar mais caro do que em outros locais porque a economia de energia graças à inteligência dos prédios vai compensar o investimento no médio prazo. No centro de Tianjin, por exemplo, o preço médio é 10 mil yuan (R$ 2,5 mil).
Mas também estão sendo projetados prédios e casas para a população de renda mais baixa, de acordo com ela. Apesar de estar perto de Tianjin, o governo pretende que todos trabalhadores da Ecocity morem dentro da cidade ecológica.

Oceanos podem estar escondidos dentro da Terra, indica estudo

Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade.

Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água.
Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature
As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto.
Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.
"Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.
Mistério geológico
Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto.
"Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. "Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."
Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.
A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações.
A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.
E se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá.
"Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?", pergunta Schultz.
"E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas".
Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.
Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/08/20/oceanos+podem+estar+escondidos+dentro+da+terra+indica+estudo+7995970.html