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Brasileiros desenvolvem composto capaz de extrair poluição do ar

Pesquisadores da Unicamp criaram em laboratório material mais eficiente do que similar americano que retira o CO2 do ar, o principal causador do efeito estufa

Um grupo de pesquisadores brasileiros da Universidade de Campinas (Unicamp) desenvolveu um método para extrair do ar o CO2, principal gás causador do efeito estufa. A criação brasileira pode ajudar a barrar o avanço das emissões de CO2 no Brasil, que entre 2006 e 2012 aumentaram 40%, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases do Efeito Estufa (SEEG).
AP
As emissões de CO2 no Brasil aumentaram 40% entre 2006 e 2012
Tratam-se de sólidos de base mineral, mais eficientes do que o similar norte-americano, obrigatório em todas as geradoras de eletricidade e carvão dos Estados Unidos e recomendado pela União Europeia em uma diretriz sobre mudanças climáticas adotada em 2009.
“É um pó branco, parecido com talco”, explica a professora Heloise Pastore, coordenadora da pesquisa. “A versão desenvolvida nos Estados Unidos é líquida, corrosiva, tem forte odor e, como evapora, perde-se muito CO2 durante a reciclagem.”
Unicamp/Divulgação
Professora Heloise Pastore (ao centro) com a equipe da Unicamp que desenvolveu o sólido, o pó branco no centro da mesa
A pesquisadora espera que o produto seja utilizado nas torres de descarga de gases das refinarias da Petrobras, que bancou o estudo. A ideia é evitar o escape do poluente durante a prospecção e transporte do petróleo.
No futuro, explica a professora, a criação poderá ser utilizada em torres no alto de prédios, nos escapamentos de carros e chaminés de fábricas. “Outra possibilidade é misturar o composto na tinta de parede. Mas de tempos em tempos será necessário retirar o produto e reciclá-lo.”
Reciclagem
A segunda fase dos estudos, prevista para começar no segundo semestre do ano que vem, vai se concentrar nas possibilidades de reciclar o CO2 capturado. “É possível produzir ureia para criar fertilizante ou resina, ou produzir carbonatos, usados como solvente e aditivo combustível”, explica a professora.
“Outra possibilidade é polimerizar o gás para transformá-lo em plástico ou hidrogenar o CO2 e criar metanol, o que se tornará mais viável se o hidrogênio utilizado para isso for produzido por meio de energia eólica, mais limpa e cada vez mais comum no Brasil.”

Entenda as novidades da chegada do 4G ao Brasil

Tecnologia móvel de quarta geração impulsiona o desenvolvimento de soluções mobile, mas há desafios a superar rumo à cobertura ideal até a Copa do Mundo de futebol, em 2014


Thinkstock
Implantação do 4G no Brasil impulsiona a oferta de smartphones adequados à tecnologia, mas ainda há desafios a superar
Em abril de 2013, o Brasil assumiu o posto de porta de entrada para o 4G na América Latina. A implantação da tecnologia móvel de quarta geração no país é parte dos preparativos de infraestrutura para a Copa do Mundo de futebol de 2014: ela deverá estar disponível nas 12 cidades-sede e suas regiões metropolitanas pelo menos a partir do início do torneio, em junho próximo. As cidades-sede da Copa são Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Natal (RN) e Manaus (AM).
Como funciona o 4G
A principal característica do 4G é a utilização da rede exclusivamente para serviços de dados, sem compartilhá-la entre dados e voz. Isso resulta em uma estabilidade que agrada em cheio a quem gosta de assistir a vídeos e a transmissões ao vivo pelo smartphone, pois não ocorrem as interrupções e os “congelamentos” das imagens, como é tão comum no 3G (que usa a rede para dados e voz simultaneamente).
Partidas inteiras de futebol, por exemplo, podem ser vistas em dispositivos móveis com a tecnologia – daí o interesse em tê-la em bom funcionamento durante a Copa do Mundo-2014.
O sistema escolhido para o 4G brasileiro é o LTE (Long Term Evolution), o mesmo padrão dos EUA e da maior parte da Europa, Ásia e Oceania. Com ele, a velocidade de download pode chegar a 100Mb por segundo (contra 1MB por segundo do 3G). A largura de banda é 40MHz e a frequência de 700MHz, usada na maioria dos países, deve ser licitada pelo governo no começo de 2014.
Desenvolvimento de soluções
Com todo esse processo do 4G no Brasil em andamento, as marcas de aparelhos correm contra o tempo para colocar cada vez mais smartphones no mercado. Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do início de outubro de 2013 mostram que a oferta de modelos quase triplicou em seis meses. Em abril, eram 11 os modelos homologados; no último levantamento, o número subiu para 31.
A tendência é que a quantidade aumente ainda mais antes da Copa do Mundo-2014. “As empresas vão investir na produção de aparelhos que chamem a atenção do público, assim como as operadoras vão vender cada vez mais a ideia da necessidade da conexão 4G para todos os usuários”, afirma Juergen Rochol, doutor em ciência da computação e professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na projeção da 4G Americas, organização que analisa o desenvolvimento da tecnologia móvel nos países das Américas do Norte, Central e do Sul, 900 mil brasileiros deverão ter optado pelo serviço 4G até o final de 2013. Trata-se de uma estimativa bem otimista, uma vez que em julho de 2013 eram 90 mil os assinantes de 4G no país.
Principais desafios
O primeiro teste do 4G brasileiro aconteceu durante a Copa das Confederações, torneio de futebol disputado em junho de 2013. A tecnologia já estava disponível nas seis cidades-sede da competição (Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador), o que possibilitou detectar problemas e desafios a superar.
Lentidão e indisponibilidade de rede nos momentos de pico foram os que mais chamaram a atenção, mas não chegaram a causar estranheza, uma vez que se tratava do início do serviço no país. Para a 4G Americas, de acordo com comunicado emitido ao final da competição, tais complicações eram até esperadas, pois já haviam acontecido durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
O que mais preocupa os especialistas é a infraestrutura necessária para o bom funcionamento da tecnologia. “Com o 4G há a necessidade de diminuir o espaço entre as antenas de transmissão”, explica Juergen Rochol, da UFRGS. Ele continua: “As antenas atuais, para 3G, têm uma distância de aproximadamente três quilômetros entre si. Para o 4G funcionar bem, ela precisa ser reduzida drasticamente, em até um terço. Algumas capitais que serão sede da Copa têm legislações bastante severas para a instalação de antenas para celulares, e isso dificulta muito a consolidação da infraestrutura adequada”.
Outra questão vista com cuidado é a da frequência de 700MHz que o governo licitará em 2014. Essa frequência é usada atualmente pela TV analógica, e há dois cenários possíveis: a rede 4G dividir espaço com a TV (o que implicaria em possíveis interferências de sinal) ou a TV analógica ter o sinal desligado, deixando assim a faixa livre para o 4G.
De toda forma, Rochol considera que a implantação da rede 4G será garantida pelo governo e pelas operadoras pelo menos para servir ao público da Copa do Mundo. “Talvez o sinal seja inicialmente limitado, provavelmente funcionará bem nos estádios e suas imediações, mas não poderemos dizer que ela não está em atividade. A implantação no restante do país pode ser um pouco mais lenta. Não temos nem a estrutura do 3G consolidada ainda, então é natural que a do 4G precise de tempo também”, finaliza.

Tecnologia x burocracia

Entenda como o governo do Reino Unido está transformando sua relação com a sociedade por meio da informatização dos serviços públicos

Nos dias de hoje em que a tecnologia se torna cada vez mais acessível, as possibilidades de uso de recursos informatizados nos órgãos públicos são bastante variadas. Em 2009, o Reino Unido saiu na frente e lançou uma política governamental para o uso de tecnologia da informação nos serviços públicos. Chamada de “Digital Britain”, a estratégia de governo tinha como objetivo tornar o país líder na economia digital.

O projeto começou com a criação de um plano que garantisse acesso banda larga para toda a população do país. Agora, o governo trabalha na criação da “G-Cloud”, uma estrutura nacional de computação em nuvem que tem como objetivo armazenar os dados dos cidadãos, aumentando a eficiência dos órgãos públicos e diminuindo custos.

Uma das aplicações práticas da G-Cloud que o governo já estuda implementar é a digitalização de todo os formulários e documentos usados pelo sistema de saúde do país. O Reino Unido espera que em 2018 esse processo já esteja concluído, acabando com a necessidade de grandes arquivos e possibilitando o compartilhamento de informações entre médicos de diferentes localidades, dando mais agilidade ao atendimento.

Benefícios de um governo mais inteligente

A decisão inglesa de unificar a infraestrutura dos seus órgãos públicos conectando-os por meio da computação em nuvem tem como foco quatro grandes benefícios: agilidade, eficiência, colaboração e sustentabilidade.

O acesso rápido e descomplicado às informações dos cidadãos elimina burocracias desnecessárias, aumentando a agilidade na resposta às demandas. E isso está diretamente ligado ao segundo beneficio citado, a eficiência: com menos burocracia é possível atender mais pessoas em menos tempo, otimizando os serviços dos órgãos públicos.

A computação em nuvem também permite que todos os funcionários do sistema público estejam conectados, possibilitando a troca de conhecimento e criando um ambiente colaborativo. Por fim, a nuvem é verde : diminuir a quantidade de papel consumido e hardware utilizado nas repartições públicas diminui significativamente a emissão de carbono.

Um benefício não citado pelo governo inglês e que não pode ser deixado de lado é a diminuição nos custos. Ainda que o investimento na criação de uma rede única seja alto, a necessidade de se ter diversos contratos com diferentes empresas acaba. No primeiro ano da implementação da G-Cloud, por exemplo, o Reino Unido economizou mais de 150 mil libras (por volta de R$450 mil) e a expectativa é que a economia se repita neste ano.

E o Brasil?

O Brasil ainda está engatinhando na informatização de seus serviços públicos. Anunciado em 2010, o Plano Nacional de Banda Larga tem como objetivo garantir acesso a internet para todos os brasileiros. Porém, o programa é limitado à questão da infraestrutura e não propõe avanços na prestação de serviços ao cidadão.

É possível observar algumas iniciativas locais nesse quesito. O Estado de São Paulo, por exemplo, possibilita que o agendamento parte dos serviços realizados pela rede Poupatempo (como a renovação da carteira de habilitação e a 2ª via do RG) seja feito via internet. No entanto, não existe nenhuma política do governo estadual que busque a digitalização das informações dos cidadãos em um banco de dados único.

http://planetamaisinteligente.ig.com.br/computacao-em-nuvem/2013-02-28/tecnologia-x-burocracia.html

Empresários brasileiros estão entre os mais otimistas, diz pesquisa

Sete em cada dez empresários brasileiros estão otimistas em relação ao desempenho da economia do País em 2010. No ano passado, 50% estavam otimistas.

Apesar do aumento do índice para 71%, o Brasil ocupa a quinta posição numa pesquisa da empresa global de auditoria e consultoria Grant Thornton, que mede o otimismo do empresariado de 36 países.
Os brasileiros estão atrás apenas de seus colegas do Chile - os campeões de otimismo, com 85% -, Índia (84%), Austrália (79%) e Vietnã (72%).
"O otimismo do Brasil não chega a surpreender", observa Mauro Terepins, presidente da Terco Grand Thornton, braço da consultoria global no Brasil. "Como o País foi um dos menos afetados pela crise, desde o segundo semestre do ano passado estamos notando uma recuperação", diz.
Para ele, a empresas têm procurado crescer por meio de fusões e aquisições, e muitos se preparam para entrar no mercado de capitais. "Além disso, as perspectivas de aumento de negócios, em especial com a Copa do Mundo, fazem com que eles estejam mais otimistas."

O estudo ouviu mais de 7,4 mil empresas privadas de capital fechado dos diversos países pesquisados. Os índices são obtidos por meio da média entre as respostas dos entrevistados que estão muito otimistas ou otimistas (positivo) e os que estão muito pessimistas ou pessimistas (negativo).
A pesquisa mostrou que a crise mundial fez a configuração da confiança no mundo corporativo virar de cabeça para baixo. Enquanto empresários de países emergentes ou fornecedores de commodities (matérias-primas), como Brasil e Índia, colecionam otimismo, nos países ricos a situação é diferente. Os japoneses, lanterninhas do ranking, estão com índice de otimismo negativo em 72%, e os franceses, em 13%. Já a China obteve um índice positivo de 60% e os Estados Unidos, de 20%.
Ainda assim, na média geral, o mundo está mais confiante. A média de otimismo hoje é de 24%, contra um índice negativo de 16% em 2009. Por região, as companhias da União Européia são as menos confiantes na recuperação da economia: só 7% acham que os negócios vão melhorar. A mais otimista é a Ásia (exceto o Japão), com 64%, seguida da América latina (48%).
Um outro indicativo do otimismo no Brasil é a alta porcentagem de empresas que pretendem contratar mais trabalhadores este ano: 59%, contra média mundial de apenas 20%. A pesquisa também mostrou que 73% dos brasileiros têm perspectivas de aumentar suas receitas em 2010. Além disso, 61% pretendem investir em máquinas e equipamentos e 57% esperam aumento de rentabilidade.
No conjunto dos países, 40% esperam aumento das receitas, 31% vão investir em máquinas e 29% preveem aumento de rentabilidade. Para os responsáveis pela pesquisa, os resultados sugerem que, durante a recessão, as companhias se tornaram mais eficazes, o que pode permitir a redução dos custos e aumento das receitas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/04/brasileiros+estao+entre+os+mais+otimistas+9262042.html

Cresce a formalização do trabalho no Brasil, diz estudo

Aos poucos a formalização avança no Brasil e reduz o universo dos trabalhadores informais que ganham a vida em casa ou nas ruas. É o que mostram dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da FGV, a parte da população na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249 (2008). Em parte isso acontece pela pressão dos formalizados sobre os informais.
"Imagine o impacto do McDonald's na Rocinha na vida do vendedor de churrasquinho. Isso acontece em diferentes tipos de negócio", analisa Neri.
Um dos empurrões para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor Individual, em vigor desde junho. A previsão era que até dezembro se chegasse a cem mil microempresários regularizados. Mas 2009 fecha com 110 mil, segundo previsão do Ministério do Desenvolvimento e do Sebrae. A adesão não foi maior porque nos primeiros meses o site para a regularização das empresas teve problemas.
Empreendedores
Outra peculiaridade de 2009 foi que pela primeira vez o número de empreendedores brasileiros por vocação superou os que procuraram ter o próprio negócio por necessidade, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil. A relação, que normalmente era de 50%, passou a ser de dois terços para aqueles com vocação contra um terço para os abrem um negócio por necessidade. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae.
"Isso tem a ver com o aumento da escolaridade e com o contexto econômico, que permite um melhor planejamento dos negócios. Além disso, os brasileiros estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento antes de montar um negócio", diz Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Essas mudanças têm refletido também no índice de mortalidade das pequenas empresas. Há dez anos, a cada cem que abriam, 40 quebravam. Hoje a relação é de 27 para cem. Tortorella acredita que as micro e pequenas empresas foram as menos afetadas pela crise no último ano. Sem tradição exportadora, não sofreram com a retração no consumo internacional.
Cheguei lá
Aldir, empreendedor nato, deixou Itapipoca, no interior do Ceará, em 1992 com destino a São Paulo na esperança de retornar à cidade natal como um homem de negócios bem sucedido. Com nove anos ele já ajudava os pais que tinham uma banca de frutas na rua. Foi aí, como um ajudante de ambulante, que Aldir tomou gostou pelo trabalho nas ruas e viu a possibilidade daquele ser seu ganha-pão.
Hoje aos 36 anos, Francisco Aldir Pereira Teixeira espera voltar a Itapipoca com a mulher Francisca Ardilene Magalhães Teixeira, a Lena, em breve para rever a família e mostrar como a vida mudou nos 17 anos em que vive em São Paulo. Há cinco meses o casal abriu uma loja de bijuterias no centro da cidade. Pequena, mas tudo muito caprichado. Os dois revezam entre as compras e o atendimento à clientela, com a ajuda de duas funcionárias - registradas, segundo Aldir. Além disso, o ex-ambulante tem uma funcionária num pequeno box de bijuterias, também no centro, e dois funcionários que trabalham em sociedade nas ruas da cidade.
O começo, é claro, foi difícil. Quando chegou a São Paulo, Aldir trabalhou como garçom por seis meses. Ficou mais um período na cidade e teve mais algumas idas e vindas entre São Paulo e Itapipoca. Até que decidiu que precisaria insistir. No começo dividiu um pequeno quarto com outros quatro cearenses. Decidiu que seria ambulante e vendeu de tudo um pouco: bolsas, doces, cachorro-quente, óculos, cachecol e guarda-chuva. Ele nem se lembra de quantas vezes precisou fugir da fiscalização. "Tive muita sorte de conseguir escapar tantas vezes. Esse é o maior risco para os camelôs, perder a mercadoria para o rapa e ver todo o dinheiro investido ir embora", conta.
Apesar das fugas da fiscalização, dos dias debaixo de chuva, do sol forte e de sofrer com o frio paulistano, Aldir persistiu. Quando chovia vendia guarda-chuva. No frio oferecia meia e cachecol. Assim conseguiu juntar dinheiro para alugar o box para vender bijuterias. Os negócios progrediram e ele montou a segunda loja. Hoje Aldir já fala em ter um terceiro ponto.
Falta de preparo
Mas nem todo mundo chega às mesmas conquistas de Aldir. Rosimeire Rodrigues, ex-moradora de rua, é camelô na rua São Bento, no centro de São Paulo, há dois anos. Vende chocolate e água. Quando surge algum produto da moda, como as pulseirinhas coloridas de borracha que viraram febre entre as adolescentes, ela procura diversificar. Com o aumento da fiscalização da Prefeitura e da Polícia Militar, ela já se acostumou com a rotina de fechar a caixa de chocolates, pegar o cavalete e se embrenhar no meio dos pedestres. É só ouvir "olha o rapa, olha o rapa" e ela desaparece.
Ela não tem idéia do que é capital de giro ou outros termos do mundo dos negócios. Sabe que precisa pagar o chocolate comprado em um atacado à vista, com dinheiro. Gasta por volta de R$ 27 na caixa grande, com 21 unidades. Vende um chocolate por R$ 2 e três por R$ 5. Rosemeire calcula que ganha por volta de R$ 100 por dia. Por enquanto, segundo ela, não sobrou dinheiro para luxos. Ela e o marido, que ajuda nos negócios, moram de aluguel.
Pela experiência de Alexandre Tadeu da Costa, Rosimeire teria de mudar o jeito de administrar os negócios se quisesse progredir como microempresária. Precisaria reinvestir os ganhos no negócio para crescer e com o tempo se formalizar. Foi o que o dono da Cacau Show fez.
Porta em porta
Costa virou empresário aos 17 anos. Inconformado por ter de trabalhar na família que se dividia entre vários negócios porta a porta, e ser tratado como "café-com-leite" por ser o caçula da família, ele decidiu partir para o próprio negócio. Pegou um catálogo de chocolates que a mãe guardava em casa e saiu pela vizinhança pegando encomendas para a Páscoa. Só esqueceu de checar na empresa se havia ovos de chocolate de todos os tamanhos.
Com a encomenda pela metade, teve a idéia de pegar US$ 500 emprestados com um tio e correu para um atacado que vendia chocolates. Conheceu Dona Cleuza, que se sensibilizou com o sufoco do jovem e se propôs a ajudá-lo a dar conta da encomenda. Os dois passaram mais de 24 horas na cozinha até conseguir atender a todos os pedidos. Assim surgiu a Cacau Show, a maior rede do ramo no Brasil, com 750 lojas e previsão de faturamento de RS$ 270 milhões em 2009 - 70% a mais do que em 2008.
"Sempre brinco que a minha faculdade foi a 25 de março. Tem gente com problema que se abate. Outros procuram uma saída. É assim que pode surgir um empreendedor. No sufoco, sem trabalho, ele compra a caixa de doce por R$ 10 e vende por R$ 20. O segredo é sempre reinvestir o ganho e pensar onde se quer chegar."
Costa lembra que começar um negócio no Brasil não é fácil. Primeiro pela falta de capital para os informais. Além disso, a dificuldade em regularização da empresa. "Logo no início ouvi do Pedro Passos, da Natura, que seu eu quisesse ser grande, teria de ser formal. Foi o que fiz um ano depois de começar minha empresa." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/04/cresce+a+formalizacao+do+trabalho+no+brasil+diz+estudo+9262043.html

Brasil deveria ter cinco vezes mais cientistas, diz ministro

O Brasil tem 150 mil cientistas, mas, pela proporção da população, o número ideal seria 700 mil. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (19) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no primeiro dia do evento anual realizado pelo ministério que tem o objetivo de despertar a curiosidade dos jovens para a ciência, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A informação é da Agência Brasil.
O evento é realizado simultaneamente em 350 municípios e vai até domingo. "Temos um grande trabalho para fazer, que é formar pesquisadores, mas, para isso, temos que atrair os jovens e isso depende da ciência brasileira ser mais conhecida e o jovem estar participando de exposições e demonstrações de ciências para ele se interessar", afirmou.
"Há vários professores e voluntários participando dessa semana em todo o Brasil e eles fazem demonstrações simples que despertam o interesse do jovem, o que faz com que ele perceba que também pode fazer aquilo", disse.
Segundo o ministro, o Brasil já avançou em algumas áreas como agropecuária, exploração de petróleo e aeronáutica, mas precisa investir em áreas que chamou de áreas do futuro, caso da nenotecnologia, biotecnologia, fontes renováveis de energia e novas energias para transporte.
Na abertura da Semana Nacional de C & T, foi entregue o Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. Os Correios lançaram selo e carimbo comemorativos ao even

País deveria ter 700 mil pesquisadores, mas conta com apenas 150 mil.
Sergio Rezende afirma que é preciso atrair jovens para a ciência.

Países emergentes gastarão mais com hardware do que os ricos

Segundo pesquisa da consultoria Gartner, 66% das grandes empresas de países em desenvolvimento vão investir em equipamentos este ano, apesar da crise econômica.
Os investimentos em hardware nos países emergentes vão crescer mais do que em nações desenvolvidas, apesar da crise econômica, divulgou a consultoria americana Gartner nesta quarta-feira (22/7). A situação nessas regiões contrasta com a realidade dos mercados desenvolvidos, onde os fabricantes estão tendo muitas dificuldades.
A consultoria realizou uma pesquisa com 951 profissionais de tecnologia da informação de grandes empresas, entre fevereiro e março deste ano. Os resultados apontam que 66% dos entrevistados não pretendem mudar os gastos com hardware ou vão ampliar os investimentos.
Para o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Luis Anavitarte, a análise mostra que os fornecedores devem mudar as estratégias para os canais de venda, aumentando o foco no mercado de grandes empresas, principalmente no Brasil, Rússia, Índia e China. Segundo o consultor, para desenvolver
oportunidades de negócios nestas regiões, pode ser necessária uma abordagem mais agressiva, em conjunto com fornecedores de tecnologia.
A pesquisa revela também que 35% dos entrevistados planejam aumentar os investimentos em virtualização. Em relação à
computação em nuvem (tipo de entrega de tecnologia na qual a infraestrutura fica toda no fornecedor e não no cliente), apenas 7% afirmaram ter intenção de investir no modelo. Metade dos pesquisados sequer ouviu falar de computação em nuvem ou conhecem o termo.
De acordo com a consultoria, um os motivos que levam as grandes empresas a serem tão otimistas em relação aos mercados emergentes é o fato de muitas companhias terem planos para a tecnologia, que incluem renovação de parque. Além disso, as grandes organizações, que em boa parte dos países representam até 12% do mercado, possuem mais recursos financeiros e dependem menos de financiamentos para a compra de equipamentos.
O estudo mostra, ainda, que as grandes empresas estão focando seus investimentos em gerenciamento de dados e teleconferência. Voz sobre IP (VoIP) continua sendo uma prioridade, principalmente para minimizar os altos custos das ligações telefônicas para celulares.

 
 

Ganhos com desmatamento da Amazônia acabam rápido

Um estudo publicado pela revista americana Science, concluiu que os ganhos obtidos pelo desmatamento na Amazônia rapidamente desaparecem. Segundo a pesquisa, sobra apenas a pobreza que precedeu a exploração, mas sem os recursos da floresta que poderiam remediá-la.
Um grupo de pesquisadores analisou os indicadores de qualidade de vida de 286 municípios brasileiros, na Amazônia, e verificou que localidades com um processo de desmatamento em curso apresentam indicadores acima da média. Mas a prosperidade dura pouco. Municípios que devastaram suas florestas possuem índices semelhantes, do ponto de vista estatístico, ao de localidades onde as árvores ainda estão em pé.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=149457

Comer chocolate pode reduzir hipertensão, segundo pesquisa

Pesquisadores de uma universidade do Rio de Janeiro estudam as propriedades do chocolate. Os primeiros testes apontam que o doce pode ajudar no combate à hipertensão.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=145918

Espécie de caranguejo está ameaçada de extinção no RN

O Caranguejo Sá, uma das espécies mais apreciadas na culinária do Nordeste, está ameaçado de extinção. No Rio Grande do Norte, a produção já caiu pela metade; e fica cada vez mais difícil encontrar o crustáceo. Como mostra a reportagem do Canal Terra Viva.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=145069

22% das mulheres têm pouco ou nenhum desejo sexual

Uma pesquisa revela: 22% das mulheres, de todas as idades, têm pouco ou nenhum desejo sexual. Entre os principais motivos estão o estresse, a ansiedade e a depressão.
Reportagem de José Vicente.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=143079