Brasileiros desenvolvem composto capaz de extrair poluição do ar

Pesquisadores da Unicamp criaram em laboratório material mais eficiente do que similar americano que retira o CO2 do ar, o principal causador do efeito estufa

Um grupo de pesquisadores brasileiros da Universidade de Campinas (Unicamp) desenvolveu um método para extrair do ar o CO2, principal gás causador do efeito estufa. A criação brasileira pode ajudar a barrar o avanço das emissões de CO2 no Brasil, que entre 2006 e 2012 aumentaram 40%, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases do Efeito Estufa (SEEG).
AP
As emissões de CO2 no Brasil aumentaram 40% entre 2006 e 2012
Tratam-se de sólidos de base mineral, mais eficientes do que o similar norte-americano, obrigatório em todas as geradoras de eletricidade e carvão dos Estados Unidos e recomendado pela União Europeia em uma diretriz sobre mudanças climáticas adotada em 2009.
“É um pó branco, parecido com talco”, explica a professora Heloise Pastore, coordenadora da pesquisa. “A versão desenvolvida nos Estados Unidos é líquida, corrosiva, tem forte odor e, como evapora, perde-se muito CO2 durante a reciclagem.”
Unicamp/Divulgação
Professora Heloise Pastore (ao centro) com a equipe da Unicamp que desenvolveu o sólido, o pó branco no centro da mesa
A pesquisadora espera que o produto seja utilizado nas torres de descarga de gases das refinarias da Petrobras, que bancou o estudo. A ideia é evitar o escape do poluente durante a prospecção e transporte do petróleo.
No futuro, explica a professora, a criação poderá ser utilizada em torres no alto de prédios, nos escapamentos de carros e chaminés de fábricas. “Outra possibilidade é misturar o composto na tinta de parede. Mas de tempos em tempos será necessário retirar o produto e reciclá-lo.”
Reciclagem
A segunda fase dos estudos, prevista para começar no segundo semestre do ano que vem, vai se concentrar nas possibilidades de reciclar o CO2 capturado. “É possível produzir ureia para criar fertilizante ou resina, ou produzir carbonatos, usados como solvente e aditivo combustível”, explica a professora.
“Outra possibilidade é polimerizar o gás para transformá-lo em plástico ou hidrogenar o CO2 e criar metanol, o que se tornará mais viável se o hidrogênio utilizado para isso for produzido por meio de energia eólica, mais limpa e cada vez mais comum no Brasil.”

Smartphones: a computação móvel inteligente

A tecnologia móvel tem feito do celular a ferramenta mais útil na resolução dos problemas do cotidiano, e ainda traz diversão ao usuário


O avanço tecnológico dos smartphones tem feito com que os aparelhos se tornem cada vez mais parecidos com computadores pessoais, mas com uma agilidade ainda maior que as velhas máquinas. Com base em internet e aplicativos, a tecnologia tem feito os celulares tornarem-se imbatíveis e imprescindíveis na vida moderna.
Com a melhoria da qualidade da internet para celular, os smartphones passaram a dispor aos seus usuários algumas aplicações que antes existiam somente nos computadores de mesa. E mais: outros programas basearam-se na identificação do sinal do celular para oferecer serviços em tempo real de acordo com a localização do aparelho, algo que, por meras questões de praticidade, os desktops simplesmente não têm como lidar. Para isso, os aplicativos capturam os dados em servidores geralmente hospedados na internet (assim como na computação em nuvem) e passam ao usuário pela internet de acordo com as suas solicitações.
Existem possibilidades, presentes e futuras, para a computação em nuvem ser utilizada pelos celulares. Uma delas promete revolucionar o transporte público: um projeto de “ônibus do futuro” feito na Suíça, onde o coletivo, feito para até quatro pessoas, teria, dentre outras coisas, uma tela para o usuário acessar os arquivos de seu smartphone via nuvem. (aqui sugiro um link para a pauta de Mobilidade urbana, onde falei desse assunto) Outra delas, mais simples, já é utilizada na cidade de São Paulo: um aplicativo que diz onde está o ônibus mais próximo do usuário. Ele cruza informações disponíveis nos monitores de mapas e trânsito da cidade e da SPTrans, empresa de ônibus da capital paulista, e entrega a informação ao usuário em tempo real.
A computação móvel ainda mostra saídas úteis aos ser humano. Aplicativos de bancos e de sites de comércio online (m-commerce, neste caso) já estão em uso no Brasil e no mundo. Outras apps ajudam o usuário a manter o controle sobre a própria saúde: um deles, por exemplo, lembra periodicamente quando ele deve tomar um copo de água. Outro, por sua vez, auxilia os diabéticos a controlarem a própria taxa de açúcar no sangue. O aplicativo de uma provedora de T V a cabo permite, ainda, que se monte uma programação sua, com os programas que lhe interessam apenas, e ser avisado de quando eles estão para começar.
Com a clara intenção e habilidade de fazer os usuários esquecerem de vez os desktops, a computação móvel chegou a níveis até então inimagináveis. Desde um aplicativo que te auxilia a controlar o seu orçamento até outro que emite o som de um pandeiro e nada mais, a tecnologia dos celulares trabalha para fazer com que os aparelhos se tornem ainda mais
“pessoais” e com certeza muito mais úteis do que os PCs sempre foram.


Entenda as novidades da chegada do 4G ao Brasil

Tecnologia móvel de quarta geração impulsiona o desenvolvimento de soluções mobile, mas há desafios a superar rumo à cobertura ideal até a Copa do Mundo de futebol, em 2014


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Implantação do 4G no Brasil impulsiona a oferta de smartphones adequados à tecnologia, mas ainda há desafios a superar
Em abril de 2013, o Brasil assumiu o posto de porta de entrada para o 4G na América Latina. A implantação da tecnologia móvel de quarta geração no país é parte dos preparativos de infraestrutura para a Copa do Mundo de futebol de 2014: ela deverá estar disponível nas 12 cidades-sede e suas regiões metropolitanas pelo menos a partir do início do torneio, em junho próximo. As cidades-sede da Copa são Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Natal (RN) e Manaus (AM).
Como funciona o 4G
A principal característica do 4G é a utilização da rede exclusivamente para serviços de dados, sem compartilhá-la entre dados e voz. Isso resulta em uma estabilidade que agrada em cheio a quem gosta de assistir a vídeos e a transmissões ao vivo pelo smartphone, pois não ocorrem as interrupções e os “congelamentos” das imagens, como é tão comum no 3G (que usa a rede para dados e voz simultaneamente).
Partidas inteiras de futebol, por exemplo, podem ser vistas em dispositivos móveis com a tecnologia – daí o interesse em tê-la em bom funcionamento durante a Copa do Mundo-2014.
O sistema escolhido para o 4G brasileiro é o LTE (Long Term Evolution), o mesmo padrão dos EUA e da maior parte da Europa, Ásia e Oceania. Com ele, a velocidade de download pode chegar a 100Mb por segundo (contra 1MB por segundo do 3G). A largura de banda é 40MHz e a frequência de 700MHz, usada na maioria dos países, deve ser licitada pelo governo no começo de 2014.
Desenvolvimento de soluções
Com todo esse processo do 4G no Brasil em andamento, as marcas de aparelhos correm contra o tempo para colocar cada vez mais smartphones no mercado. Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do início de outubro de 2013 mostram que a oferta de modelos quase triplicou em seis meses. Em abril, eram 11 os modelos homologados; no último levantamento, o número subiu para 31.
A tendência é que a quantidade aumente ainda mais antes da Copa do Mundo-2014. “As empresas vão investir na produção de aparelhos que chamem a atenção do público, assim como as operadoras vão vender cada vez mais a ideia da necessidade da conexão 4G para todos os usuários”, afirma Juergen Rochol, doutor em ciência da computação e professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Na projeção da 4G Americas, organização que analisa o desenvolvimento da tecnologia móvel nos países das Américas do Norte, Central e do Sul, 900 mil brasileiros deverão ter optado pelo serviço 4G até o final de 2013. Trata-se de uma estimativa bem otimista, uma vez que em julho de 2013 eram 90 mil os assinantes de 4G no país.
Principais desafios
O primeiro teste do 4G brasileiro aconteceu durante a Copa das Confederações, torneio de futebol disputado em junho de 2013. A tecnologia já estava disponível nas seis cidades-sede da competição (Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador), o que possibilitou detectar problemas e desafios a superar.
Lentidão e indisponibilidade de rede nos momentos de pico foram os que mais chamaram a atenção, mas não chegaram a causar estranheza, uma vez que se tratava do início do serviço no país. Para a 4G Americas, de acordo com comunicado emitido ao final da competição, tais complicações eram até esperadas, pois já haviam acontecido durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
O que mais preocupa os especialistas é a infraestrutura necessária para o bom funcionamento da tecnologia. “Com o 4G há a necessidade de diminuir o espaço entre as antenas de transmissão”, explica Juergen Rochol, da UFRGS. Ele continua: “As antenas atuais, para 3G, têm uma distância de aproximadamente três quilômetros entre si. Para o 4G funcionar bem, ela precisa ser reduzida drasticamente, em até um terço. Algumas capitais que serão sede da Copa têm legislações bastante severas para a instalação de antenas para celulares, e isso dificulta muito a consolidação da infraestrutura adequada”.
Outra questão vista com cuidado é a da frequência de 700MHz que o governo licitará em 2014. Essa frequência é usada atualmente pela TV analógica, e há dois cenários possíveis: a rede 4G dividir espaço com a TV (o que implicaria em possíveis interferências de sinal) ou a TV analógica ter o sinal desligado, deixando assim a faixa livre para o 4G.
De toda forma, Rochol considera que a implantação da rede 4G será garantida pelo governo e pelas operadoras pelo menos para servir ao público da Copa do Mundo. “Talvez o sinal seja inicialmente limitado, provavelmente funcionará bem nos estádios e suas imediações, mas não poderemos dizer que ela não está em atividade. A implantação no restante do país pode ser um pouco mais lenta. Não temos nem a estrutura do 3G consolidada ainda, então é natural que a do 4G precise de tempo também”, finaliza.

Mulheres ganham 31% mais que homens na área de marketing, revela pesquisa


Levantamento do serviço SalárioBR apontou sete profissões em que o público feminino tem rendimentos maiores. Construção civil e marketing são destaques

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Analistas de construção civil do público feminino recebem até 19% mais que os homens
No cargo de analista de marketing, as mulheres recebem um valor 31% maior que os homens: o salário médio delas é de R$ 3.005,01, contra R$ 2.300,97 dos rendimentos masculinos, revelou um levantamento do serviço de pesquisa de salários e cargos SalárioBR.
A pesquisa mostrou também outros seis cargos em que o público feminino leva a melhor no quesito rendimentos. É o caso do analista de construção civil, em que as mulheres recebem até 19% a mais. Já na área de engenharia de automação, o salário é até 12% maior.
Com rendimento 3% superior, as mulheres se destacam nas funções de diretor de recursos humanos, engenheiro cartográfico e gerente de agricultura de pecuária, ainda de acordo com a pesquisa. Elas também ultrapassam os homens na ocupação de assistentes de comunicação, com rendimento até 1,17% maior.
Apesar do destaque nestas sete profissões, dados do IBGE de 2011 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o salário médio masculino ainda é maior: R$ 1.962,97 contra R$ 1.561,12.
Confira o rendimento médio mensal em sete carreiras em que as mulheres recebem mais que os homens:
CARGO        HOMENS                   MULHERES      DIFERENÇA (%)
Analista de construção civil      R$ 3.179,00      R$ 3.770,00        19%
Gerente de agricultura e pecuária      R$ 4.284,84      R$ 4.411,00        3%
Assistente de comunicação      R$ 1.621,18      R$ 1.640,52        1,17%
Engenheiro de automação      R$ 5.212,39      R$ 5.847,00        12%
Engenheiro cartográfico      R$ 5.081,67      R$ 5.219,00        3%
Analista de marketing      R$ 2.300,97      R$ 3.005,01        31%
Diretor de recursos humanos      R$ 11.545,00      R$ 11.912,00        3%
Fonte: SalárioBR



http://economia.ig.com.br/carreiras/2013-06-11/mulheres-ganham-31-mais-que-homens-na-area-de-marketing-revela-pesquisa.html

Tecnologia x burocracia

Entenda como o governo do Reino Unido está transformando sua relação com a sociedade por meio da informatização dos serviços públicos

Nos dias de hoje em que a tecnologia se torna cada vez mais acessível, as possibilidades de uso de recursos informatizados nos órgãos públicos são bastante variadas. Em 2009, o Reino Unido saiu na frente e lançou uma política governamental para o uso de tecnologia da informação nos serviços públicos. Chamada de “Digital Britain”, a estratégia de governo tinha como objetivo tornar o país líder na economia digital.

O projeto começou com a criação de um plano que garantisse acesso banda larga para toda a população do país. Agora, o governo trabalha na criação da “G-Cloud”, uma estrutura nacional de computação em nuvem que tem como objetivo armazenar os dados dos cidadãos, aumentando a eficiência dos órgãos públicos e diminuindo custos.

Uma das aplicações práticas da G-Cloud que o governo já estuda implementar é a digitalização de todo os formulários e documentos usados pelo sistema de saúde do país. O Reino Unido espera que em 2018 esse processo já esteja concluído, acabando com a necessidade de grandes arquivos e possibilitando o compartilhamento de informações entre médicos de diferentes localidades, dando mais agilidade ao atendimento.

Benefícios de um governo mais inteligente

A decisão inglesa de unificar a infraestrutura dos seus órgãos públicos conectando-os por meio da computação em nuvem tem como foco quatro grandes benefícios: agilidade, eficiência, colaboração e sustentabilidade.

O acesso rápido e descomplicado às informações dos cidadãos elimina burocracias desnecessárias, aumentando a agilidade na resposta às demandas. E isso está diretamente ligado ao segundo beneficio citado, a eficiência: com menos burocracia é possível atender mais pessoas em menos tempo, otimizando os serviços dos órgãos públicos.

A computação em nuvem também permite que todos os funcionários do sistema público estejam conectados, possibilitando a troca de conhecimento e criando um ambiente colaborativo. Por fim, a nuvem é verde : diminuir a quantidade de papel consumido e hardware utilizado nas repartições públicas diminui significativamente a emissão de carbono.

Um benefício não citado pelo governo inglês e que não pode ser deixado de lado é a diminuição nos custos. Ainda que o investimento na criação de uma rede única seja alto, a necessidade de se ter diversos contratos com diferentes empresas acaba. No primeiro ano da implementação da G-Cloud, por exemplo, o Reino Unido economizou mais de 150 mil libras (por volta de R$450 mil) e a expectativa é que a economia se repita neste ano.

E o Brasil?

O Brasil ainda está engatinhando na informatização de seus serviços públicos. Anunciado em 2010, o Plano Nacional de Banda Larga tem como objetivo garantir acesso a internet para todos os brasileiros. Porém, o programa é limitado à questão da infraestrutura e não propõe avanços na prestação de serviços ao cidadão.

É possível observar algumas iniciativas locais nesse quesito. O Estado de São Paulo, por exemplo, possibilita que o agendamento parte dos serviços realizados pela rede Poupatempo (como a renovação da carteira de habilitação e a 2ª via do RG) seja feito via internet. No entanto, não existe nenhuma política do governo estadual que busque a digitalização das informações dos cidadãos em um banco de dados único.

http://planetamaisinteligente.ig.com.br/computacao-em-nuvem/2013-02-28/tecnologia-x-burocracia.html

'Água em pó' é promessa contra a seca

'Chuva Sólida' é um polímero em pó capaz de absorver grandes quantidades de água e libertar líquido aos poucos

BBC

Divulgação

Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do produto, segundo fabricantes

Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação , pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.

Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.

Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
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Mais da metade da população mundial ainda não tem água de qualidade

Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente orginalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.

Potencial

Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.

Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.

O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.

Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.

"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."

A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).

Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.

'Sem evidências'

No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca.

A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade. "E não há evidência científica que sugira que eles armazém água por um ano.", disse ela à BBC.

"Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."

Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.

González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto."

Apesar do fato de que a ciência ainda não estar totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, incluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas da Grã-Bretanha, onde secas não chegam a ser um problema.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-08-19/agua-em-po-e-promessa-contra-a-seca.html

China constrói cidade ecológica para 350 mil pessoas

Uma cidade com 350 mil pessoas movida à energia renovável. Escolas, hospitais, fábricas, shoppings, clubes e casas, tudo desenvolvido por projetistas especializados em meio ambiente. As ruas são arborizadas, o transito é tranquilo.

A luz natural é totalmente aproveitada nas construções de forma a evitar o uso da energia elétrica. A água é reutilizada, os carros públicos são elétricos. Esta é a Ecocity, primeira cidade ecológica da China. Por enquanto, o projeto só está pronto nas maquetes, mas a construção avança a ritmo chinês e tudo deverá estar concluído em até 15 anos.

Veja fotos sobre os 90 anos do Partido Comunista na China.

A Ecocity, que será do tamanho da paranaense Maringá e da paulista Bauru, fica a 20 quilômetros de Tianjin, uma das quatro unidades administrativas autônomas da China.

O acesso é feito por carros, mas haverá um metrô ligando as duas cidades. As construções da cidade ecológica começaram em 2009, um ano depois de os governantes locais terem fechado uma parceria com o governo de Cingapura para desenvolver o projeto.

Foto: Olívia AlonsoAmpliar

Entrada da Ecocity: cidade ecológica procura empresas de tecnologias limpas

Em Tianjin, a Ecocity é motivo de orgulho e algumas famílias já estão comprando suas casas para morar ainda este ano ou como investimento para revender depois.

“Qualquer pessoa pode morar na Ecocity. Minha tia já comprou uma casa, de pouco mais de 150 metros quadrados e está se preparando para mudar para lá ainda este ano”, diz o jovem Wang Yidong, que mora em Tianjin.
O preço médio do metro quadrado para as residências é 15 mil yuan (cerca de R$ 4 mil), segundo Wang Jianzhu, assessora do departamento de comércio do comitê da Ecocity. Ela afirma que vale a pena pagar mais caro do que em outros locais porque a economia de energia graças à inteligência dos prédios vai compensar o investimento no médio prazo. No centro de Tianjin, por exemplo, o preço médio é 10 mil yuan (R$ 2,5 mil).
Mas também estão sendo projetados prédios e casas para a população de renda mais baixa, de acordo com ela. Apesar de estar perto de Tianjin, o governo pretende que todos trabalhadores da Ecocity morem dentro da cidade ecológica.

Banda larga popular, a R$ 35 mensais, começa em 90 dias

Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso a internet de alta velocidade. A promessa faz parte do Plano Nacional de Banda Larga, fechado nesta quinta-feira entre o governo federal e as concessionárias de telefonia fixa Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC.

A exigência é que as empresas ofereçam um plano de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 mbps (megabit por segundo), que deve começar a ser disponibilizada em até 90 dias. Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade será a entregue nos domicílios dos consumidores.

Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade contratada.

Como esse era um dos pontos mais polêmicos na negociação com as empresas, o governo decidiu deixar a batata quente na mão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Convocado anteontem ao Palácio do Planalto, o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, se comprometeu a votar dois regulamentos sobre a qualidade da internet até o fim de outubro.

"Tem uma determinação da presidente de que tem que haver um padrão mínimo de qualidade", afirmou o ministro Paulo Bernardo (Comunicações).

Bernardo ressaltou que, apesar de R$ 35 ainda ser um valor alto - no início das negociações, o governo falava em R$ 15 - é a metade do que é cobrado em média hoje no país.

"Nós achamos que isso vai ser muito atraente. [Para quem não puder pagar] o governo terá política para universalizar o acesso", completou.

As exigências foram feitas para essas empresas porque elas detêm uma concessão, ou seja, o direito de explorar um serviço público. Por isso, outras companhias, como as operadoras celulares, não terão que seguir as mesmas regras.

ELETROBRAS

A ideia é que em áreas de difícil acesso as concessionárias utilizem os cabos de energia elétrica da Eletrobrás para chegar ao consumidor.

Segundo Bernardo, a empresa de energia poderá se associar à Telebrás e formar uma nova empresa para vender o uso dos cabos elétricos para as empresas de telefonia.

"A Eletrobrás prefere ser sócia do que apenas ceder as fibras para as empresas", afirma.

Nas cidades em que as concessionárias não conseguirem chegar com seus cabos, a decisão foi que elas utilizem a internet móvel para oferecer o serviço. Para o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, essa é a única forma de manter o negócio, já que em algumas cidades é muito caro levar o cabeamento.

"É muito difícil viabilizar por rede fixa um serviço a R$ 35", afirmou.

LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/937236-banda-larga-popular-a-r-35-mensais-comeca-em-90-dias.shtml

Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo

Casais que adiam as relações íntimas tenderiam a uma vida sexual satisfatória no casamento

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Foto: Thinkstock/Getty Images

Esperar até o casamento para fazer sexo melhoraria a qualidade sexual da relação

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

Religiosidade
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz ele.

"Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.

"Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."

http://delas.ig.com.br/amoresexo/abstinencia+antes+do+casamento+melhora+vida+sexual+diz+estudo/n1237898745343.html

Vai montar academia em casa? Especialista dá dicas para evitar prejuízos

Para quem está com a agenda apertada, mas com o orçamento de folga, ter uma academia na sala ao lado, dentro de casa, pode ser uma alternativa prática, que ainda permite um treinamento personalizado e mais adaptado às suas necessidades e ao seu preparo físico.

No entanto, antes de sair por aí comprando equipamentos e acessórios, o diretor pedagógico e de conteúdo da Fitness Brasil, Tavicco Moscatello, faz um alerta: sem a orientação de um profissional, o futuro praticante corre o risco de gastar mais do que deve e ainda pode adquirir itens supérfluos. “O consultor vai detectar a necessidade da pessoa e em que nível ela se encontra. Supondo que o cliente queira fazer um investimento financeiro baixo e não tenha grandes experiências com a atividade física. Então, ele não vai comprar equipamentos mais pesados, mas, sim, peças como elástico, uma fitball e alguns halteres com diferentes pesos”, explica.

Além de avaliar o custo-benefício na hora de comprar os aparelhos, ajustando o desejo de consumo da pessoa de montar uma academia com a necessidade de se manter em forma e saudável, o consultor deve conhecer bem o mercado, para pesquisar as marcas e indicar as que aliam preço e qualidade. Sobre essa questão, Moscatello observa que hoje, por exemplo, os equipamentos multifuncionais permitem economizar dinheiro e espaço. “Eles permitem que, em um único aparelho, a pessoa realize vários exercícios de diferentes grupos musculares. São bastante recomendáveis em termos de custo-benefício, porque dão a possibilidade de, em um pequeno espaço, ter uma versatilidade de prática muito grande”, comenta.

Para cada nível, aparelhos diferentes e preços também
Os multifuncionais, porém, não são indicados aos que acabaram de sair da fase sedentária, já que os aparelhos e acessórios a serem adquiridos dependem do nível do praticante. Assim, a academia torna-se uma espécie de investimento com aportes que vão aumentando de acordo com a evolução da pessoa.

Para quem está começando, o especialista recomenda a compra de pares de halteres com peso fixo, colchonete, fitball, bandagens elásticas e uma corda de pular. “Esse seria o mínimo indispensável para que a pessoa consiga fazer alguma atividade física”, comenta, acrescentando que o custo, neste caso, ficaria entre R$ 400 e R$ 500.

Esta fase, contudo, é a que mais necessita de orientação profissional, “dada a pequena experiência que a pessoa tem com a atividade física, somada ao fato de que esses equipamentos não são pré-programados, ou seja, não têm movimento conduzido por uma alavanca, o que facilita a realização dos exercícios”, observa o diretor pedagógico.

À medida que vai progredindo, o praticante precisa acrescentar mais aparelhos à sua academia particular. Na fase intermediária, o ideal é ter o aparelho multifuncional, que reúne várias estações com propostas de oito, dez ou até 12 exercícios. “Além disso, uma bicicleta ergométrica ou esteira ergométrica”, diz Moscatello. O gasto pode saltar para algo em torno de R$ 8 mil a R$ 15 mil, dependendo se a marca escolhida do aparelho for nacional ou importada.

Para um nível mais avançado – não só na parte física, mas também na financeira – o praticante pode colocar os chamados equipamentos modulares, que exigem um espaço maior, para acomodar quatro, cinco ou até seis deles. “Tem um módulo em que ele pode fazer a flex extensão do joelho, por exemplo, um outro módulo que faz as puxadas e remadas, um outro módulo que faz o trabalho de peitoral e deltóides. São equipamentos segregados, sendo que cada um pode executar alguns movimentos, mas não tantos como os funcionais”, explica Moscatello. Acrescentando à conta uma bicicleta ou esteira ergométrica, o praticante vai gastar de R$ 18 mil a R$ 40 mil.

O diretor pedagógico lembra ainda que os materiais são cumulativos: um praticante com nível intermediário ou avançado terá de ter também os aparelhos indicados ao iniciante.

Personal: cuidados ao contratar
Os valores estimados são só para a compra de equipamentos e acessórios e não incluem os gastos com a contratação de um personal trainer que, segundo o especialista, é fundamental para que o praticante atinja os resultados esperados, desde que seja um profissional realmente habilitado e bem escolhido.

E para evitar erros na hora da contratação do personal, o diretor pedagógico da Fitness Brasil dá as seguintes orientações:

  • Ele deve ser um profissional formado em Educação Física, com registro no Cref (Conselho Regional de Educação Física);
  • Procure conversar com pelo menos três profissionais diferentes, para poder saber o que eles têm a oferecer na prestação de serviços. “Existe o profissional que vai simplesmente trabalhar com aulas particulares e o profissional que trabalha com programas de treinamento personalizado, com foco na qualidade, no controle, no planejamento das atividades”, afirma Tavicco, completando que o personal preocupado em acompanhar a evolução do aluno deve apresentar planilhas de treinamento e executar avaliações físicas, além de relatórios sobre a qualidade do trabalho que vem sendo realizado. Também deve ter inteligência emocional para entender e motivar o praticante;
  • A pessoa só vai conhecer o tipo de trabalho desenvolvido pelo personal em uma reunião prévia. “Nunca contrate um profissional e comece já a treinar, e sim faça uma reunião prévia, para verificar se tem empatia com o personal e se ele está atualizado ou preso a práticas passadas”, recomenda o especialista;
  • Peça que o profissional dê referências de pessoas que tiveram ou têm treinamento com ele. “Aí o aluno em potencial pode descobrir um pouco mais como funciona o treinamento do personal”;
  • O personal deve, na apresentação da prestação de serviço, apresentar um modelo de contrato que inclua até dados como esquema de reposição de aulas, período de férias e de como são tratados os atrasos de ambas as partes. Tavicco acrescenta que o aluno deve até estabelecer em contrato a possibilidade de, após o primeiro mês, ter a opção de não continuar com a prestação de serviço. “Fica claro e justo para o profissional que está atendendo que ele precisa fazer o melhor para continuar a prestar o serviço. E nada melhor que o período de experiência para perceber isso”, finaliza.
  • http://br.finance.yahoo.com/noticias/Vai-montar-academia-casa-inmoney-2298925072.html;_ylt=AsGc47DRDzagPDbD3kkxFpbi.5ZG;_ylu=X3oDMTE4NXJ2dW01BHBvcwM2BHNlYwN5ZmlUb3BTdG9yaWVzBHNsawN2YWltb250YXJhY2E-?x=0

Comparar salário pode trazer infelicidade

Comparar o próprio salário com os de amigos e familiares pode levar à infelicidade, segundo afirma um estudo realizado na França. Pesquisadores da Escola de Economia de Paris analisaram dados de um levantamento europeu para descobrir que três quartos dos entrevistados disseram considerar importante comparar seus rendimentos com os dos outros.

Mas aqueles que comparavam os salários se diziam menos contentes, principalmente os que olhavam os salários de amigos e familiares ao invés dos de seus colegas.

Foto: Getty Images

“Olhar constantemente para os outros parece tornar o mundo um lugar menos feliz e mais desigual”, dizem pesquisadores

O estudo, publicado na revista acadêmica Economic Journal, diz que os mais pobres são os mais afetados.

Satisfação

Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa que entrevistou 19 mil pessoas em 24 países da Europa.

As repostas mostraram que quanto mais importância as pessoas davam a comparações de salários, mais baixo elas se consideravam em relação a níveis de satisfação com a vida e de padrão de vida, além de se sentirem mais deprimidas.

A pesquisa não identificou diferenças entre homens e mulheres em relação a quanto eles comparam seus rendimentos com os de outras pessoas.

A limitação das comparações de salários com os colegas de trabalho parece ser menos nociva. Segundo o estudo, a comparação com amigos pode gerar até duas vezes mais infelicidade que a comparação com colegas.

Segundo os pesquisadores, a comparação do salário com os de colegas de trabalho pode ajudar a impulsionar os sentimentos sobre as perspectivas de renda futura.

“Olhar constantemente para os outros parece tornar o mundo um lugar menos feliz e mais desigual”, concluíram os autores do estudo.

Pobres

A pesquisa descobriu ainda que as pessoas de países mais pobres comparam mais seus salários do que as pessoas nos países mais ricos e, dentro dos países, as pessoas mais pobres comparam mais os salários do que as pessoas mais ricas.

“Eu achava que as pessoas ricas comparassem mais, porque quando você está no fundo da escala o que realmente importa é conseguir o mínimo necessário, mas não foi isso o que vimos”, disse o coordenador da pesquisa, Andrew Clark.

Para o professor Cary Cooper, especialista em psicologia organizacional e saúde na Universidade de Lancaster, o tipo de pessoa que se compara constantemente com outros pode sofrer de insegurança.

“A comparação com colegas de trabalho é justa, mas com amigos de escola que tiveram as mesmas oportunidades, você pode pensar: ‘Eles se deram muito melhor, então eu devo ser menos competente’”, diz Cooper.

“Eu aconselharia as pessoas a não se compararem e a serem felizes com o que elas são e com a situação em que elas estão – e lembrar que aquelas pessoas com quem você está se comparando podem não estar mais satisfeitas”, afirma.

Estudo realizado na Europa conclui que a comparação do próprio rendimento com o de amigos ou familiares pode fazer mal

BBC Brasil

http://www.economia.ig.com.br/financas/carreira/comparar+salario+pode+trazer+infelicidade/n1237644149575.html

Cientistas sul-africanos encontram nova espécie de hominídeo

 

REINALDO JOSÉ LOPES
da Reportagem Local

O nome da nova espécie de hominídeo foi escolhido a dedo: Australopithecus sediba. "Sediba" é "fonte" em sesotho, uma das principais línguas nativas da África do Sul, e resume a interpretação dos descobridores da criatura. Para eles, a espécie é a antecessora direta do gênero humano, o Homo do célebre nome científico Homo sapiens --e, portanto, ancestral de toda pessoa viva hoje.

Num campo tão disputado quanto o dos estudos sobre a evolução humana, uma afirmação desse naipe equivale quase sempre a mexer num vespeiro, e já há antropólogos contestando os "pais" do A. sediba, liderados pelo americano Australopithecus sediba, da Universidade do Witwatersrand, na África do Sul.

Disputas à parte, os fósseis de 1,9 milhão de anos --dois indivíduos incompletos, um macho adolescente e uma fêmea adulta (veja vídeo abaixo)-- trazem novos dados sobre uma das fases mais importantes e confusas das origens do homem, quando o solo africano estava coalhado de espécies diferentes de macacos bípedes, quase todas candidatas a bisavós da humanidade.

Dois desses bichos já conhecidos, o Homo habilis e o Homo rudolfensis, poderiam ser "rebaixados" a australopitecos graças aos novos fósseis, explicou Berger à Folha. "De fato, estamos sugerindo que o A. sediba é um melhor candidato a ancestral do Homo erectus [essa sim uma espécie que quase todo mundo considera membro da linhagem direta do homem], embora sejamos cuidadosos nessa interpretação. Isso significa que o mais adequado seria colocar o H. habilis no gênero Australopitechus", diz ele.

Os dentes pequenos e o quadril mais apropriado para longas caminhadas ou até corridas são a principal pista de que o A. sediba seria um ancestral direto do gênero Homo, argumentam os cientistas em artigo na revista especializada "Science".

De cinema

A história contada por Berger sobre a descoberta dos fósseis mais parece narrativa cinematográfica. O pesquisador, seu filho de nove anos, Matthew, e o cão da família, chamado Tau, prospectavam fósseis em cavernas perto de Johannesburgo, numa região já famosa pelos restos mortais de hominídeos. Matthew tropeçou e, ao levantar, tinha nas mãos uma clavícula "humana" --justamente o osso que o pai tinha estudado em seu doutorado.

A idade e a anatomia da criatura sugerem, para os pesquisadores, que se trata de um descendente do A. africanus, um hominídeo ainda mais antigo que habitou a mesma região entre 3 milhões e 2,4 milhões de anos atrás. "Esse material novo pode muito bem representar uma espécie que é descendente do A. africanus, de fato", concorda o britânico Bernard Wood, professor de origens humanas da Universidade George Washington (EUA).

Wood, porém, completa o raciocínio com uma ducha de água fria: "Para mim não está claro que ele tenha qualquer razão especial para ser considerado um ancestral do gênero Homo. Seus membros são pelo menos tão primitivos quanto os que vemos no A. africanus".

Outro problema, acrescenta Fred Grine, antropólogo da Universidade Stony Brook (EUA), é a idade. "A espécie é tardia demais [para ser ancestral do gênero Homo]. É pelo menos 300 mil anos mais nova do que a primeira ocorrência do H. habilis na Etiópia", diz.

Por outro lado, John Fleagle, também da Stony Brook, diz que o tempo não é tão importante assim. "A evolução humana nessa época era tão complexa que não dá para traçar uma árvore genealógica simples e linear. É perfeitamente possível que os 'ancestrais' sobrevivessem junto com seus descendentes. Imagine que algo como a nova espécie estivesse espalhado pela África há 2,5 milhões de anos. Então a parte norte dessa população evolui e se torna o H. habilis. A parte sul pode muito bem não ter mudado muito em 500 mil anos", diz Fleagle. "É uma descoberta incrível, e temos de dar crédito à perseverança do Doutor Berger, que continua a procurar fósseis por lá ano após ano."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u718158.shtml

Países tentam superar divisões em nova reunião da ONU sobre clima

A primeira rodada de negociações sobre as mudanças climáticas desde a reunião da ONU em Copenhague, em dezembro, começou nesta sexta-feira em Bonn, na Alemanha, em meio à divisão entre os países participantes. A reunião de Copenhague (COP 15) terminou em dezembro sem um consenso, mas com um documento apoiado pela maioria dos 194 países que participaram do encontro.

O chamado Acordo de Copenhague prevê um limite de 2ºC para o aumento da temperatura global, além de um fundo de financiamento para países vulneráveis.
Os países em desenvolvimento afirmam que a Convenção do Clima da ONU é o fórum de discussões e negociações para um acordo global e querem que um acordo seja fechado até o final de 2010. No entanto, alguns representantes temem o colapso das negociações.
"Existe vontade política entre os países em desenvolvimento. Eles trabalham para um acordo que inclua mais reduções das emissões de acordo com o Protocolo de Kyoto", afirmou Martin Khor, diretor-executivo do Centro Sul (organização intergovernamental de países em desenvolvimento) à BBC.
"Mas é uma outra questão se há vontade política entre os países industrializados", acrescentou.
Negociações
Na abertura da reunião, representantes de países em desenvolvimento afirmaram que a necessidade de um novo acordo global "é maior do que nunca" e pediram negociações intensivas durante 2010 para fechar um acordo de vínculo legal em dezembro.
O representante mexicano Fernando Tudela declarou que é preciso "um processo autêntico de negociações multilaterais". O México vai sediar a próxima conferência da ONU sobre o clima em dezembro.
A União Europeia apoiou o pedido de Tudela, voltando a afirmar que a conclusão do encontro de Copenhague em dezembro não atendeu às expectativas.
Os Estados Unidos, que não se pronunciaram na sessão de abertura da reunião de três dias, afirmam que o acordo resultante da Cop 15 "alcança vários marcos".
Imediatamente depois da reunião em Copenhague, os Estados Unidos deram sinais de que teriam formado uma aliança com o grupo de países que reúne Brasil, China, Índia e África do Sul.
Havia sinais de que este grupo via o acordo fechado na COP 15, com sua natureza voluntária, como uma opção mais atraente do que as negociações tradicionais e os compromissos supostamente obrigatórios do processo da ONU.
Mas o grupo de países formado por Brasil, China, Índia e África do Sul afirmou que a Convenção sobre o Clima da ONU deve ser a entidade soberana para as negociações internacionais sobre o clima.
Mais de 120 países enviaram cartas para a ONU para manifestar seu apoio, ou a falta dele, ao acordo. A maioria endossa o documento, mas muitos afirmam que ele foi apenas uma declaração política, que levará a um acordo mais completo em algum momento do processo.
Fontes afirmam que os Estados Unidos estariam "assediando" pequenos países em desenvolvimento para que eles endossem o acordo, alegando que, caso contrário, eles poderiam não receber ajuda financeira de países ricos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/09/paises+tentam+superar+divisoes+em+nova+reuniao+da+onu+sobre+clima+9453866.html

última missão de um ônibus espacial da agência americana Nasa

O ônibus espacial Discovery foi lançado da base de Cabo Canaveral, na Flórida, nesta segunda-feira. Esta foi a última missão de um ônibus espacial da agência americana Nasa a ser lançada durante a noite.

Com a a equipe levada pelo Discovery, o número de mulheres em órbita será o maior da História. Três dos sete tripulantes da nave são mulheres e mais uma se encontra na Estação Espacial Internacional.
Além da tripulação, foram a bordo um freezer para conservar amostras de sangue e uma máquina de exercícios para a estação espacial.
Os astronautas devem realizar três caminhadas espaciais para fazer reparos e recuperar um experimento no exterior da estação.
Nas últimas semanas, equipamentos de terra detectaram algumas anomalias em testes do ônibus espacial. Mas no sábado, engenheiros da Nasa deram sinal verde para a missão.
Os especialistas concluíram que as anomalias não afetariam o lançamento da missão.
Essa vai ser uma das últimas missões de transporte de equipamentos realizada por um ônibus espacial americano.
Os equipamentos serão retirados de circulação no fim do ano, mas ainda não se sabe como eles serão substituídos.
O presidente americano, Barack Obama, deve visitar a sede da Nasa em breve para decidir que rumo a agência deve tomar no futuro. Analistas dizem que até 6 mil empregos podem ser cortados por causa das mudanças no programa espacial dos Estados Unidos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/05/nasa+lanca+discovery+de+base+na+florida+9448851.html

Estudo reforça tese de influência humana nas mudanças climáticas

Um relatório do centro de estudos britânico sobre o clima Met Office afirma que há cada vez mais provas de que o aquecimento global é provocado por atividades humanas. A conclusão é fruto da análise de 110 novos estudos sobre o clima e foi divulgada nesta sexta-feira pela publicação especializada Wiley Interdisciplinary Reviews Climate Change Journal.

A revisão dos trabalhos, apresentada pela equipe do cientista Peter Stott, do Met Office, confirma as conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que em 2007 já dizia que o aquecimento global é "inequívoco" e que "muito provavelmente" - o que no jargão do IPCC significa com 90% de probabilidades - é provocado por atividades humanas.
De lá para cá, novos estudos foram publicados confirmando esta hipótese e só devem ser avaliados pelo IPCC, um grupo de mais de 1,2 mil cientistas de vários países, no seu próprio relatório do órgão, que está começando a ser elaborado, mas só deve ser publicado a partir de 2013.
Extremos
Todos os estudos avaliados pela equipe do Met Office buscavam traçar a relação entre atividades humanas e aquecimento global.
Os campos estudados tratavam do aumento da temperatura atmosférica sobre todos os continentes, inclusive a Antártida; o aumento global da temperatura atmosférica; o aumento na umidade atmosférica e na precipitação; mudanças nos padrões de chuvas em regiões tropicais e nos polos; a aceleração do derretimento do gelo no Ártico e o aumento da salinidade do Oceano Atlântico.
De acordo com Stott, este é o primeiro estudo que análise em detalhes as diversas disciplinas que mostram como o sistema climático está mudando.
"Todos estes diferentes aspectos estão se somando para um quadro dos efeitos da influência humana sobre o nosso clima", explicou.
Os especialistas do Met Office dizem, no entanto, que é mais difícil encontrar uma relação sólida entre mudança climática e condições climáticas extremas isoladas, mesmo se os modelos climáticos preveem que isso deve acontecer com frequência cada vez maior.
"Extremos representam um desafio especial, já que eventos raros são, por definição, mal registrados nas séries históricas, e muitos desafios permanecem sobre como atribuir mudanças regionais a eventos como secas, enchentes e furacões."
Desde o fim do ano passado, os chamados céticos - que se recusam a aceitar que o aquecimento global é provocado pela humanidade - vêm bombardeando a tese defendida pela grande maioria dos especialistas nos campos envolvidos.
O professor Stott negou, no entanto, que o seu mais recente trabalho faça parte de um contra-ataque da comunidade científica.
"Começamos a trabalhar neste estudo há um ano. Acho importante comunicar às pessoas o que a ciência está descobrindo e é sobre isso que falamos neste documento", afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/03/05/estudo+reforca+tese+de+influencia+humana+nas+mudancas+climaticas+9418689.html

Inverno rígido aquece debate sobre mudança climática

Conforme milhões de pessoas ao longo da Costa Leste se recolhem em suas casas envoltas em neve, os dois lados do debate da mudança climática aproveitam o rígido inverno para reforçar seus argumentos.

Os céticos do aquecimento global usam as nevascas recordes para zombar daqueles que alertam sobre uma perigosa mudança do clima gerada pelos humanos - isso mais parece um esfriamento global, eles dizem.

A maioria dos cientistas de clima responde que as tempestades de neve são consistentes com previsões de que um planeta em aquecimento irá gerar eventos climáticos mais frequentes e mais intensos.

Mas alguns especialistas independentes dizem que os temporais não provam que o planeta está esfriando assim como a falta de neve em Vancouver ou as chuvas no sul da Califórnia não provam que ele está esquentando.

Talvez não seja coincidência que o debate aconteça diante de recentes controvérsias sobre o clima: nos últimos meses, críticos do aquecimento global atacaram um relatório do Painel Intergovernamental para Mudança do Clima da ONU, de 2007, e afirmaram que emails e documentos apreendidos no servidor de um centro de pesquisas sobre o clima na Inglaterra aumentavam as dúvidas sobre a integridade de alguns cientistas da área.

Nessa semana, Rush Limbaugh e outros comentaristas conservadores deram pouca importância ao fato do anúncio da criação de um novo serviço de clima federal feita na segunda-feira ter que ser realizado através de chamada em conferência, ao invés de uma coletiva de imprensa, porque o prédio do governo federal foi fechado pela nevasca.

Mas cientistas do clima dizem que nenhum episódio único de clima severo pode ser culpado por tendências globais, ressaltando a evidência de que tais eventos se tornarão mais frequentes provavelmente por causa da elevação da temperatura global.

Um relatório federal divulgado no ano passado, que pretendia ser uma declaração autoritária sobre as tendências do clima nos Estados Unidos, apontou à probabilidade de nevascas mais frequentes no norte e menos frequente no Sul e Sudeste como resultado de uma mudança nos padrões de temperatura e precipitação a longo prazo.

O relatório também projetou seca mais intensa no Sudoeste e furacões mais potentes na Costa do Golfo. Em outros palavras, se os cientistas do governo estiverem corretos, aguarde mais neve.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2010/02/11/inverno+rigido+aquece+debate+sobre+mudanca+climatica+9394706.html

Mulher x dinheiro: pesquisa mostra como essa relação muda com o tempo

A relação das mulheres com o dinheiro muda com o passar do tempo, mostrou uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado, com mais de 2 mil mulheres.

Entre aquelas com até 25 anos de idade, a aposentadoria é considerado como algo distante e grande parte delas ainda não está pensando no assunto. Por isso, menos de metade investe ou poupa . Mesmo assim, elas têm o interesse de comprar ou reformar a casa no longo prazo. No curto prazo, gastam mesmo é com moda (roupas, sapatos e acessórios).

Em relação à casa em que vivem, elas têm pouca responsabilidade nas decisões de compra e no pagamento das despesas domésticas.

Outras faixas etárias
Quando analisadas as mulheres entre 26 e 40 anos, é possível observar que algumas já começam a pensar em aposentadoria, mas, mesmo assim, menos da metade delas poupa ou investe. Entre as que costumam poupar ou investir, muitas vezes fazem isso sem objetivo específico.

Essas mulheres têm baixo grau de responsabilidade no pagamento das contas domésticas, assim como as mais novas, mas têm relevante grau de responsabilidade em relação às decisões de compra familiar.

Entre as mulheres acima de 40 anos, apesar de menos da metade poupar ou investir, elas já avaliam a melhor forma de se preparar para a aposentadoria. Este grupo é responsável pelas decisões de compra da família, sendo que dividem com o parceiro o pagamento das despesas domésticas. Os principais gastos evitáveis, mas que elas fazem, são com produtos e serviços para a casa.

http://br.pfinance.yahoo.com/17022010/22/financas-mulher-x-dinheiro-pesquisa-mostra.html

Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo

Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue. Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos.

O estudo, divulgado na revista Clinical Endocrinology, incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão.
A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem.
Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.
Suplementos
Winfried Marz e seus colegas que participaram do estudo disseram que os cientistas deveriam agora verificar se suplementos de vitamina D têm o mesmo efeito sobre a testosterona.
Ad Brand, do Sunlight Research Forum, na Holanda - uma organização sem fins lucrativos criada para informar o público sobre as descobertas científicas sobre os efeitos do sol sobre a saúde disse: "Os homens que cuidam para que o seu organismo tenha um suprimento de vitamina D suficiente estão fazendo algo bom para os seus níveis de testosterona e sua libido, além de outras coisas."
Mas especialistas em câncer advertem que exposição excessiva ao sol é prejudicial à saúde.
Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, disse: "Nós sabemos que, em termos médicos, nós podemos aumentar a libido e o bem-estar geral dos homens com baixa concentração de testosterona através de uma terapia de reposição hormonal."
"Mas isso é dentro de um conjunto determinado de circunstâncias clínicas em que a produção de testosterona é baixa."
"Se um homem saudável nota mudanças significativas durante o ano todo não é tão claro e eu recomendaria aos homens que tenham bom senso se usarem camas de bronzeamento nos meses de inverno por causa dos riscos associados ao uso excessivo."
Jessica Harris, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, também advertiu contra a exposição excessiva ao sol e lembrou: "As pessoas também podem aumentar sua concentração de vitamina D comendo mais alimentos como peixes oleosos, tais como salmão, truta ou cavala."

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/03/banho+de+sol+aumenta+libido+masculina+sugere+estudo+9385774.html

Peixes têm boa memória e capacidade de aprender, afirma estudo

Parte piada, parte mito, a memória dos peixes tem sido catalogada como a mais efêmera do mundo animal. Porém um estudo feito por pesquisadores australianos concluiu que os peixes não somente podem se lembrar de seus predadores por pelo menos um ano como também têm uma capacidade de aprendizagem excelente.

"Isto significa que seu comportamento é, ao contrário do que se pensava, altamente flexível", disse à BBC o coordenador do estudo, Kevin Warburton, pesquisador do Instituto de Terra, Água e Sociedade da Universidade Charles Sturt, na Austrália.
Segundo Warburton, que analisou em detalhes o comportamento dos peixes de água doce da Austrália e em particular a perca prateada, peixe comum na região, os peixes podem lembrar de seus predadores mesmo após um único encontro.
Esta habilidade para lembrar também se aplica a qualquer objeto que represente uma ameaça. Por exemplo, "se um peixe morde um anzol e consegue escapar, guarda esta experiência em sua memória e é muito difícil que volte a morder um anzol numa segunda oportunidade", explica o pesquisador.
"Por causa do desconhecimento sobre o comportamento dessas criaturas, pode-se cometer o erro de achar que quando não há pesca em uma região determinada é porque se esgotaram os recursos ou os peixes foram embora dali, quando na realidade o que pode estar ocorrendo é que os peixes estão ali, mas não caem na armadilha", afirma Warburton.
Associação
Os peixes aprendem também a conhecer em profundidade seu ambiente e associam a abundância de alimentos ou os perigos com determinados lugares. Eles utilizam esta informação para identificar vias de escape caso apareça uma ameaça e também para traçar suas rotas favoritas.
Outra característica dos peixes, segundo Warburton, é a sofisticação do processo para a tomada de decisões.
Por exemplo, "eles preferem a companhia dos peixes que lhe parecem familiares, já que podem ler seu comportamento mais facilmente". "Eles também escolhem se unir a um cardume porque nadar em grupo lhes traz benefícios em termos de proteção diante dos predadores e na busca de alimentos", explica o pesquisador.
Para colocar a memória dos peixes à prova, Warburton e sua equipe estudaram os peixes em seu entorno natural. Analisaram sua relação com as características próprias de seu habitat e depois transferiram alguns exemplares a uma série de tanques de laboratório.
Lá, os especialistas ofereceram a eles diferentes opções, colocando alimentos em diferentes áreas do tanque e os enfrentando com predadores para estudar seus movimentos e suas reações.
Para Warburton, a habilidade dos peixes para lembrar e para aprender é tão complexa que "estudar seu comportamento nos permitirá aprender algo também sobre nossa própria conduta".

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/23/peixes+tem+boa+memoria+e+capacidade+de+aprender+afirma+estudo+9374518.html

Empresários brasileiros estão entre os mais otimistas, diz pesquisa

Sete em cada dez empresários brasileiros estão otimistas em relação ao desempenho da economia do País em 2010. No ano passado, 50% estavam otimistas.

Apesar do aumento do índice para 71%, o Brasil ocupa a quinta posição numa pesquisa da empresa global de auditoria e consultoria Grant Thornton, que mede o otimismo do empresariado de 36 países.
Os brasileiros estão atrás apenas de seus colegas do Chile - os campeões de otimismo, com 85% -, Índia (84%), Austrália (79%) e Vietnã (72%).
"O otimismo do Brasil não chega a surpreender", observa Mauro Terepins, presidente da Terco Grand Thornton, braço da consultoria global no Brasil. "Como o País foi um dos menos afetados pela crise, desde o segundo semestre do ano passado estamos notando uma recuperação", diz.
Para ele, a empresas têm procurado crescer por meio de fusões e aquisições, e muitos se preparam para entrar no mercado de capitais. "Além disso, as perspectivas de aumento de negócios, em especial com a Copa do Mundo, fazem com que eles estejam mais otimistas."

O estudo ouviu mais de 7,4 mil empresas privadas de capital fechado dos diversos países pesquisados. Os índices são obtidos por meio da média entre as respostas dos entrevistados que estão muito otimistas ou otimistas (positivo) e os que estão muito pessimistas ou pessimistas (negativo).
A pesquisa mostrou que a crise mundial fez a configuração da confiança no mundo corporativo virar de cabeça para baixo. Enquanto empresários de países emergentes ou fornecedores de commodities (matérias-primas), como Brasil e Índia, colecionam otimismo, nos países ricos a situação é diferente. Os japoneses, lanterninhas do ranking, estão com índice de otimismo negativo em 72%, e os franceses, em 13%. Já a China obteve um índice positivo de 60% e os Estados Unidos, de 20%.
Ainda assim, na média geral, o mundo está mais confiante. A média de otimismo hoje é de 24%, contra um índice negativo de 16% em 2009. Por região, as companhias da União Européia são as menos confiantes na recuperação da economia: só 7% acham que os negócios vão melhorar. A mais otimista é a Ásia (exceto o Japão), com 64%, seguida da América latina (48%).
Um outro indicativo do otimismo no Brasil é a alta porcentagem de empresas que pretendem contratar mais trabalhadores este ano: 59%, contra média mundial de apenas 20%. A pesquisa também mostrou que 73% dos brasileiros têm perspectivas de aumentar suas receitas em 2010. Além disso, 61% pretendem investir em máquinas e equipamentos e 57% esperam aumento de rentabilidade.
No conjunto dos países, 40% esperam aumento das receitas, 31% vão investir em máquinas e 29% preveem aumento de rentabilidade. Para os responsáveis pela pesquisa, os resultados sugerem que, durante a recessão, as companhias se tornaram mais eficazes, o que pode permitir a redução dos custos e aumento das receitas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/04/brasileiros+estao+entre+os+mais+otimistas+9262042.html